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RESGATE

Mais de 50 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido para sacar

Dinheiro esquecido em contas, consórcios e cooperativas pode ser consultado

• Atualizado

Redação

Por Redação

Mais de 50 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido para sacar | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mais de 50 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido para sacar | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro apenas em abril deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). Desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR), já foram devolvidos R$ 15 bilhões a pessoas físicas e empresas.

Apesar dos resgates, ainda há recursos disponíveis para retirada. Até abril, o montante que permanecia esquecido chegava a R$ 10,3 bilhões. No entanto, parte desse valor foi transferida pelo governo federal para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que será utilizado como garantia para renegociação de dívidas no programa Desenrola Brasil 2.0.

De acordo com o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao fundo. Mesmo assim, os titulares desses recursos continuam tendo direito ao dinheiro. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para definir como será feito o pedido de devolução dos valores transferidos.

Após a publicação do edital, os cidadãos terão 30 dias para solicitar os recursos. Caso não haja contestação dentro desse prazo, os valores passarão a integrar definitivamente o FGO.

Como consultar se há dinheiro a receber

  • Acesse o site do Sistema de Valores a Receber (SVR);
  • Faça login com uma conta gov.br nível prata ou ouro;
  • Leia e aceite o termo de responsabilidade;
  • Confira o valor disponível, a instituição responsável e a origem do dinheiro;
  • Escolha como receber: via Pix, com pagamento em até 12 dias úteis; ou Diretamente com a instituição, para quem não tem Pix.

Formas de resgatar o dinheiro

O resgate pode ser feito de três maneiras:

  • Entrando em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor;
  • Fazendo a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
  • Utilizando a solicitação automática de resgate.

Com a opção automática, o cidadão não precisa consultar o sistema regularmente nem fazer pedidos manuais. Quando novos valores forem disponibilizados, o crédito será depositado diretamente na conta informada.

A funcionalidade está disponível apenas para pessoas físicas que possuam chave Pix vinculada ao CPF. A adesão ao serviço é opcional.

De onde vêm os valores esquecidos

Os recursos disponíveis para devolução podem ter diversas origens, entre elas:

  • Contas-correntes e poupanças encerradas;
  • Cotas de capital e sobras de cooperativas de crédito;
  • Valores não resgatados de grupos de consórcio encerrados;
  • Tarifas cobradas indevidamente;
  • Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Contas de pagamento encerradas;
  • Contas mantidas por corretoras e distribuidoras que foram encerradas;
  • Outros recursos que as instituições financeiras precisam devolver aos clientes.

Mais de 50 milhões ainda não resgataram valores

Até o fim de abril, 41,4 milhões de beneficiários já haviam retirado recursos esquecidos. Desse total, 36,9 milhões são pessoas físicas e 4,5 milhões são pessoas jurídicas.

Por outro lado, mais de 50,3 milhões de beneficiários ainda não fizeram o resgate. Entre eles, 45,3 milhões são pessoas físicas e 5 milhões são empresas.

A maioria tem direito a pequenas quantias. Os valores de até R$ 10 representam 64,57% dos casos. Já os montantes entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,42% dos beneficiários. Valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil somam 9,91%, enquanto apenas 2,1% têm mais de R$ 1 mil para receber.

Banco Central alerta para golpes

O Banco Central reforça que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos e alerta para tentativas de golpe envolvendo supostos intermediários que prometem ajudar no resgate dos recursos.

Segundo o BC, o órgão não envia links, não entra em contato com cidadãos para tratar sobre valores a receber e não solicita confirmação de dados pessoais. A recomendação é nunca informar senhas ou dados sensíveis a terceiros.

*Com informações de Agência Brasil.


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