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LEGADO DE 60 ANOS

Grande nome do cinema brasileiro, Barretão, morre aos 98 anos

Barretão deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional

• Atualizado

Redação

Por Redação

Grande nome do cinema brasileiro, Barretão, morre aos 98 anos | Foto: Reprodução/SBT News
Grande nome do cinema brasileiro, Barretão, morre aos 98 anos | Foto: Reprodução/SBT News

Um dos maiores nomes do cinema brasileiro, o produtor, diretor, roteirista e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão, morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por um dos netos do cineasta nas redes sociais e confirmada pelo Hospital Copa Star, onde ele estava internado.

“O Hospital Copa Star lamenta o falecimento do fotógrafo e cineasta Luiz Carlos Barreto e expressa suas condolências à família”, disse o hospital por meio de nota.

Gigante do cinema brasileiro

Barretão deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com obras como ‘Terra em Transe’ e ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’ no currículo.

O produtor fundou a L.C. Barreto Produções, ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, e participou da realização de mais de 80 filmes e coproduções.

Luiz Carlos Barreto

Nascido em Sobral, no Ceará, no dia 20 de maio de 1928, Barretão iniciou a carreira no jornalismo e no fotojornalismo. Trabalhou na revista O Cruzeiro, onde descobriu a vocação para o cinema ao acompanhar as filmagens de Barravento, de Glauber Rocha.

Após esse primeiro contato, ele se tornou diretor de fotografia de ‘Vidas Secas’ (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e ‘Terra em Transe’ (1967), de Glauber Rocha. Os dois filmes estão entre os maiores clássicos da história do cinema brasileiro.

Apesar de ter trabalhado como fotógrafo, roteirista e diretor, Luiz Carlos Barreto é mais lembrado por sua contribuição ao audiovisual como produtor.

Obras

O cineasta também fez parte da produção dos filmes Garrincha – Alegria do Povo’ (1962), ‘A Hora e a Vez de Augusto Matraga’ (1965), ‘Bye Bye Brasil’ (1980), ‘Memórias do Cárcere’ (1984) e ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’ (1976), além de outros, que se tornaram referências do cinema nacional.

Com direção do filho, Bruno Barreto, o filme ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’ permaneceu por décadas como a maior bilheteria do cinema nacional, com cerca de 11 milhões de espectadores.

Outras obras, como ‘O Quatrilho’ (1995), dirigido por Fábio Barreto, e ‘O Que É Isso, Companheiro?’ (1997), de Bruno Barreto, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional, também foram realizados pela L.C. Barreto Produções.

O cineasta deixa a esposa, Lucy Barreto, os filhos Paula e Bruno Barreto, além de netos. O outro filho de Barretão, Fábio Barreto, morreu em 2019, após passar quase 10 anos em coma depois de um grave acidente de carro.

Com informações do SBT News

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