Dança vira ferramenta de inclusão em projeto gratuito com 40 vagas em SC
Oficinas em Barra Velha são abertas à comunidade e utilizam dança, jogos corporais e expressão artística para estimular convivência e autonomia
• Atualizado
A dança será usada como ferramenta de inclusão, expressão e convivência social em um projeto gratuito que começa nesta sexta-feira (18), em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina. As “Oficinas de Vivência em Dança Arte para Todos” oferecem 40 vagas e foram estruturadas para receber diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência, neurodivergentes e em tratamento de saúde mental.
As atividades são abertas a usuários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), frequentadores do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), integrantes da APAE e da AMA, além de moradores da comunidade.
Os encontros serão realizados todas as sextas-feiras até dezembro, no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do CRAS de Barra Velha. As vagas estão distribuídas em duas turmas.
A primeira é destinada a mulheres a partir de 18 anos, das 13h30 às 15h30. A segunda é mista, para participantes a partir de 14 anos, das 15h30 às 17h30.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por formulário online ou diretamente na sede do Serviço de Convivência do município.
Dança como espaço de convivência
Mais do que ensinar passos ou técnicas, a proposta utiliza a dança para estimular a expressão corporal, a criatividade e a aproximação entre os participantes.
As oficinas trabalham elementos de dança livre, dança circular e jogos corporais, atividades que não exigem experiência prévia.
A coordenação é da instrutora Maria Fortuna, com suporte da psicóloga Elaine Lessmann de Lima. A metodologia segue o Programa de Formação Cultural Arte para Todos, desenvolvido pelo Instituto IMPAR, de Joinville, referência em acessibilidade cultural em Santa Catarina.
Segundo Maria, um dos principais resultados observados nas atividades está justamente na convivência proporcionada pelo projeto.
“É comum observar pessoas muito tímidas no início que, no decorrer dos encontros, ganham confiança, sentem-se acolhidas e se permitem trabalhar o corpo e as emoções”, afirma.
A instrutora também destaca relatos de participantes que encontram nas aulas uma oportunidade de sair da rotina e estabelecer novas relações.
Aos 79 anos, moradora participou das oficinas
A experiência também foi vivenciada por Jane Nowatzki, de 79 anos, que participou da edição anterior do projeto, realizada entre abril e agosto deste ano.
Para ela, as atividades foram uma oportunidade de conhecer novas pessoas e experimentar diferentes formas de expressão.
“Adorei conhecer pessoas, dançar, cantar e me alegrar com tudo isso. Sou muito grata por essa oportunidade”, relatou.
Projeto busca ampliar acesso à cultura
As oficinas fazem parte do Programa de Formação Cultural Arte para Todos, criado em 2012 pelo Instituto IMPAR.
A iniciativa utiliza a arte como instrumento de autonomia e protagonismo para pessoas com deficiência, neurodivergentes e pessoas com transtorno mental.
De acordo com o instituto, o programa já realizou mais de 60 turmas de vivência artística e 100 encontros de formação, alcançando diretamente mais de 21 mil pessoas.
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