Comerciante acusada de matar concorrente é condenada em novo júri em SC
Magali dos Santos recebeu pena de 16 anos e quatro meses pela morte de Cátia Regina da Silva, assassinada em julho de 2019
• Atualizado
A mulher acusada de participar do assassinato da empresária Cátia Regina da Silva, em São Francisco do Sul, foi condenada a 16 anos e quatro meses de prisão nesta quinta-feira (13). Magali dos Santos foi julgada novamente pelo Tribunal do Júri de Araquari após ter sido absolvida em 2024. A primeira decisão foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) após recurso do Ministério Público.
Cátia tinha 46 anos e foi morta em 25 de julho de 2019, depois de retornar de uma viagem a São Paulo. O crime provocou uma operação de buscas na região e teve grande repercussão na região Norte de Santa Catarina.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Cátia foi abordada na BR-280 por homens que se passaram por policiais federais e agentes da Receita Federal.
A empresária foi retirada do carro e levada para uma área isolada. Conforme a investigação, ela foi algemada, encapuzada e morta com um tiro na cabeça.
O corpo foi encontrado no rio Piraí, em Guaramirim. O veículo foi localizado queimado no Morro da Palha, em São Francisco do Sul.

Entenda a motivação do crime
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o assassinato de Cátia Regina da Silva teria sido motivado por uma desavença comercial entre a vítima e a comerciante Magali dos Santos.
As duas atuavam no mesmo ramo e, conforme a investigação, o conflito entre elas teria antecedido o crime. Magali foi apontada como uma das envolvidas no assassinato, mas negou a acusação. Ela foi absolvida no primeiro júri, em 2024, decisão posteriormente anulada pelo TJSC. No novo julgamento, realizado nesta quinta-feira (13), foi condenada a 16 anos e quatro meses de prisão.
Três pessoas foram apontadas no caso
As investigações apontaram Magali dos Santos, Fabrício Cabral Woche e Odelir Medeiros como envolvidos no assassinato. Odelir foi condenado a 15 anos e nove meses de prisão. Fabrício morreu em 2022.
De acordo com o MPSC, o homicídio teria sido motivado por uma desavença comercial entre Magali e Cátia.
Magali foi julgada pela primeira vez em fevereiro de 2024. Depois de cerca de 18 horas de sessão, os jurados decidiram absolvê-la.
O MPSC recorreu da decisão. O TJSC considerou que a absolvição contrariava as provas apresentadas no processo e determinou a realização de um novo julgamento. Foi esse novo júri que ocorreu nesta quinta-feira.
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