Roberto Azevedo

O jornalista Roberto Azevedo tem 39 anos de profissão, 17 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira, dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina.


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Eleições 2024

MDB se apega à história e convenção tem juras de lealdade dos deputados

O deputado federal Carlos Chiodini foi confirmado presidente do partido

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Foto: Vicente Schmitt/Divulgação
Foto: Vicente Schmitt/Divulgação

O Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia, ficou lotado na noite desta segunda-feira (26), na convenção estadual do MDB, que confirmou os nomes dos deputados federais Carlos Chiodini, para presidente estadual, e Valdir Cobalchini, para vice. Os que criticam a falta de vitalidade do partido ficariam impressionados com a movimentação, marcada por discursos que remontam a grandiosidade histórica da sigla e resgatam a lealdade de parlamentares e prefeitos.

O conflito que o MDB enfrenta, em meio a um dos estados mais alinhado à onda bolsonarista do país, é a manutenção da maioria das 96 prefeituras ainda nas mãos do partido, que já teve mais de 100 cidades administradas pela sigla em Santa Catarina. Tanto que, nas primeiras palavras como presidente estadual, Carlos Chiodini reforçou que a prioridade será a eleição de 2024, para depois se dedicar ao próximo pleito, em 2026.

O ex-governador Paulo Afonso Vieira, conhecido como exímio orador, levantou a questão mais crucial para a legenda: a roupa (discurso) que os emedebistas usam em Brasília e que, via de regra, não é a mesma no Estado. Nem as diferenças ideológicas fizeram com que o deputado Rafael Pezenti, um dos mais alinhados ao grupo de Jair Bolsonaro (PL), deixasse de reconhecer que o antigo líder está certo, é preciso reforçar as ações políticas em ano de eleição municipal. “Não vou deixar o MDB”, disse Pezenti, que repetiu o slogan: “Família, Pátria e Agro!”

O tom não foi diferente entre outros oradores, que ressaltaram a necessidade de união e pacificação. Além de Paulo Afonso, o ex-governador Eduardo Pìnho Moreira, que comandou o partido por quase 12 anos, foi presença marcante, assim como os históricos Ada de Luca, Neuto de Conto, Edinho Bez e Manoel Motta, que dividiram espaço com o presidente da Assembleia Mauro De Nadal e o deputado Antídio Lunelli, que também discursaram antes de descer para acompanhar a sessão solene sobre os 150 anos de imigração italiana em Santa Catarina, que ocorria no plenário da Assembleia.

Visita de presidentes de outros partidos

Como é natural em convenções, presidentes de outras siglas, aliadas ou não do Manda Brasa, participaram do evento. O deputado Marcos Vieira, do PSDB; o deputado federal Fábio Schiochet, do União Brasil: o dentista Bruno Mello, filho do governador Jorginho Mello e vice-presidente estadual, estiveram no Antonieta de Barros, assim como o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), que já tem o apoio dos emedebistas ao projeto de reeleição.

Fábio Schiochet (E) e Carlos Chiodin (D), a Confraria de Jaraguá do Sul. Foto: Roberto Azevedo/SCC10

Em determinado momento, Chiodini e Schiochet ficaram lado a lado na plateia. Um edição da “Confraria de Jaraguá do Sul” sobre a qual eles riram ao serem confrontados pela coluna. O MDB segue a sua marcha histórica, fragmentado, cheio de segmentos, mas grande, capaz de provocar arranhões e hematomas por onde passa, mas cortejado como sempre, embora tenha perdido muito de sua força nas últimas eleições. Chiodini deve disputar a prefeitura de Itajaí.

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