Roberto Azevedo

Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão, 15 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina. Estudou jornalismo, na UFSC, e direito, na Furb.


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Roberto Azevedo

Crise no transporte público de Lages: muitos prefeitos têm o mesmo problema

O usuário do transporte coletivo não suporta mais aumentos no preço da passagem

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• Atualizado

A crise no transporte público de Lages também é enfrentada por muitos prefeitos do Brasil. Todos que têm o transporte público por concessões públicas passam por problemas como esse, principalmente em relação à inflação.

O preço do diesel é só um dos componentes, há o preço do pneu, do freio, da manutenção dos carros, que dificultam do trabalho. Mas o usuário do transporte coletivo não suporta mais aumentos no preço da passagem. Ele não pode ser penalizado com o aumento.

O transporte coletivo em todos os municípios brasileiros deve ser autossustentável. De forma que as coisas funcionem sem que, toda vez que passe por um problema, passe por aumentos na passagem.

Entenda a crise do transporte público em Lages

Durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (26) no Centro Cultural Aristiliano Ramos, o prefeito de Lages, Antônio Ceron falou sobre um problema que há tempos vem preocupando a população lageâna: a crise no transporte público no município. Em Lages, o serviço é feito pela Transul, empresa que atua há 53 anos no local. O serviço prestado pela empresa é alvo de muita reclamação pela comunidade que precisa do transporte público.

De acordo com o prefeito, a Transul não tem mais capacidade financeira para se manter.

Nós temos um problema sério a ser resolvido a respeito do transporte público. Segundo o contrato e os custos que hoje tem, o número de passageiros, a passagem hoje a ser cobrada pra dar o equilíbrio pra empresa operadora teria que ser de R$ 7,96. E hoje, custa R$ 4,30 e R$ 4,50, tem essa defasagem. E há um contrato entre a concedente e a concessionária, de reequilíbrio econômico. O dilema que a própria Transul conversa com a gente, é que se aumentar o preço vai diminuir os passageiro e vai aumentar o prejuízo ainda mais para empresa que esgotou a capacidade financeira de buscar recurso pra se manter.

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