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Recurso negado

Mulher acusada de matar marido e esconder corpo no freezer vai responder em liberdade

O defensor divulgou um vídeo em suas redes sociais comentando sobre o recurso

• Atualizado

Olga Helena de Paula

Por Olga Helena de Paula

Foto: Polícia Civil/divulgação.
Foto: Polícia Civil/divulgação.

O advogado de Claudia Fernandes Tavares Hoeckler, de 40 anos, divulgou nesta quinta-feira (07), que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou mais um recurso do Ministério Público (MPSC) para a prisão da acusada pela morte do marido, em Lacerdópolis, no Meio Oeste de Santa Catarina. O defensor divulgou um vídeo em suas redes sociais comentando sobre o recurso.

Claudia é acusada de matar o marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e ocultar o corpo em um freezer. Os fatos ocorreram no mês de novembro de 2022. Ela foi acusada pelos crimes de homicídio duplamente qualificado – pela asfixia e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O processo tramita em segredo de justiça, e a sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não tem data definida. A decisão ainda é passível de recurso.

O crime

O crime apurado se trata, em princípio, de homicídio qualificado por meio que dificultou a defesa do ofendido, já que a vítima foi encontrada com uma lesão na nuca. Conforme registros policiais, no dia 15 de novembro, a mulher comunicou o desaparecimento do marido, ocorrido no dia anterior, em Lacerdópolis.

Durante dias, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, vizinhos e voluntários empenharam-se nas buscas, sem sucesso. Em paralelo, a Polícia Civil efetuou outras diligências, tomou declarações da mulher e obteve autorização para perícia na residência do casal, agendada para o sábado, dia 19 de novembro. Antes da averiguação, a investigada fugiu da cidade. O corpo de Valdemir foi encontrado no interior do eletrodoméstico.

Agressões

Em entrevista ao jornalista Beto Ribeiro, ela afirmou que era agredida fisicamente, moralmente e sexualmente pela vítima. As agressões teriam iniciado após ela, anos atrás, pedir para terminar o relacionamento. Entretanto, Claudia afirmou que foi agredida constantemente ao longo dos anos e que teria tentado fugir três vezes, mas após conversas, acreditou que a relação mudaria.

“Ele dizia que ia me matar e ia me tirar minha filha. Vivíamos sob pressão, tínhamos que mostrar estar bem para ficar bem, eu estava sempre entre a cruz e a espada”, relembra. “Uma vez ele tentou me matar, passamos a noite inteira dentro do quarto com ele dizendo que ia me matar”, complementa.

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