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Aluno é sequestrado dentro da UFSC, “Ele abriu a porta e já colocou o revolver na minha barriga”

Conforme o relato do estudante, perto das 20h ele foi rendido por três criminosos

• Atualizado

Redação

Por Redação

Momentos de medo e incerteza marcaram a última quarta-feira (4) quando um aluno de medicina foi vítima de um sequestro-relâmpago dentro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O aluno saiu do laboratório, onde estava estudando, e foi para o carro estacionado a poucos metros. Porém, conforme o relato do estudante, perto das 20h ele foi rendido por três criminosos, “No percurso eles pediram Pix, levaram meu celular, minha carteira, minhas coisas e falaram que iam me deixar amarrado no mato”.

O que diz a Polícia?

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que já fez a identificação de um dos autores envolvidos no sequestro-relâmpago do estudante e que a Delegacia de Repressão a Roubos (DDR) está aguardando o laudo da perícia e prossegue na investigação dos demais autores do crime.

Já a Polícia Militar de Santa Catarina, informou, por nota, que há poucos registros de furto e roubo na região da UFSC, “Em geral os números extremamente baixos de ocorrências de furto e roubo registrados no campus ao longo deste ano”.

A PM ainda ressaltou que o caso é uma situação isolada e não representa uma tendência, mas que a Polícia está atenta e atuante, tanto dentro quanto fora do campus, “Polícia Militar continua comprometido em fortalecer a segurança de todos naquela Universidade, buscando garantir um local seguro e propício ao aprendizado e à interação entre os membros da comunidade universitária”.

O que diz a UFSC?

A UFSC informou, por nota, que reforça as medidas de segurança no campus e que também presta solidariedade ao estudante que foi alvo desse sequestro-relâmpago.

A instituição também relatou que a maioria dos pertences roubados já foi recuperado e que os autores foram identificados e detidos. Além disso, informou que há um aumento de casos de furtos e que existe um grande volume de pessoas que circulam pela Universidade por conta dos bairros populosos que estão ao redor:

“A Secretaria de Segurança Institucional (SSI) realizou contato com a Rede de Segurança Estadual e recebeu a notícia de que a grande maioria dos pertences roubados foi recuperada, bem como o veículo, além dos autores terem sido identificados e detidos, segundo Boletim Oficial da Polícia Civil.

As informações que nos chegam são de que há um aumento de casos de furtos e roubos à mão armada, bem como sequestros-relâmpago na Grande Florianópolis. A UFSC é bem maior em habitantes do que um grande número de municípios do Estado de Santa Catarina e, ao mesmo tempo, estamos inseridos em bairros com grande circulação de pessoas, elevando em muito a complexidade nas medidas de segurança.”

A Universidade destacou que as seguintes medidas estão sendo adotadas:

  1. Novas contratações estão em curso. Imediatamente, um novo posto de moto-segurança já foi autorizado pelo reitor para reforçar a circulação em locais mais desprotegidos. Novos postos de portaria e segurança estão sendo estudados, bem como a ampliação de contratos com moto-segurança.
  2. Reuniões com um especialista em iluminação pública, para recuperação de um projeto apresentado em 2013, para que a Prefeitura Universitária (PU), através do Departamento de Projeto de Arquitetura e Engenharia (DPAE), possa avaliá-lo, bem como opinar sobre a sua implementação de forma gradual.
  3. Novas medidas estão sendo requisitadas da PU, com a finalidade de corrigir e ampliar a iluminação em setores mais críticos do campus.
  4. A montagem de uma força-tarefa da SSI em toda região, com rondas móveis, uso exclusivo de motocicleta e postos fixos de vigilância.
  5. A retomada das reuniões com o Comando da Polícia Militar visando alinhar nossas necessidades com a ação dos agentes de segurança.

Também foi criada uma Comissão de Segurança com o objetivo de propor mudanças, avaliar medidas e sugestões que contribuam com ações emergenciais e a longo prazo para garantir a segurança do patrimônio público e, principalmente, das pessoas. A Universidade ainda explicou, pela nota, o porquê de não ter se pronunciado antes:

A UFSC não omite informações à sua comunidade universitária e não se manifestou antes a respeito do caso pois havia uma ocorrência em andamento, por parte dos órgãos de segurança pública.

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