Quem substitui Cleiton Profeta? Médico toma posse na Câmara de Joinville
Vereador foi cassado por quebra de decoro parlamentar
• Atualizado
O médico Cassiano Ucker (PL) tomou posse como novo vereador na Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), na sessão ordinária desta quarta-feira (10). Ele assume a vaga deixada por Cleiton Profeta, que teve o mandado cassado na última segunda-feira (8) por quebra de decoro parlamentar.
A chegada de Cassiano ocorre por ele ocupar a primeira suplência do PL em Joinville.
Nas eleições municipais de 2024, o médico recebeu 3.017 votos. Ele vai usar na Tribuna o nome “Doutor Cassiano Ucker”
Quem é Cassiano Ucker?
Cassiano Gonçalves Ucker é natural de Joinville e tem 46 anos. Médico especializado em geriatria, possui pós-graduação em Saúde Pública e atua em unidades de pronto atendimento do município e no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt.
Também trabalha no atendimento pré-hospitalar na Ideal Emergências médicas e possui consultório particular de geriatria. Esta não é a primeira passagem de Ucker pela Câmara.
Em 2018, ele assumiu como suplente durante a licença da vereadora Ana Rita Negrini Hermes. Em 2020, Ucker se elegeu como vereador titular.
Por que Cleiton Profeta foi cassado?
Cleiton Profeta teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Joinville, por chamar um colega parlamentar de “velho gagá”.
O processo começou em março deste ano, após denúncia apresentada pelos diretórios municipal e estadual do Partido Novo.
Entre as acusações analisadas pela Comissão Processante estavam alegadas ofensas verbais dirigidas a outros vereadores, episódios de tumulto durante sessões plenárias e relatos de um suposto avanço físico contra outro integrante da Câmara.
Com a cassação, o parlamentar tende a ficar inelegível por oito anos, conforme prevê a legislação. No entanto, os efeitos definitivos ainda poderão ser discutidos judicialmente.
Defesa promete recorrer à Justiça
Após a decisão, a defesa do vereador afirmou que pretende recorrer aos tribunais para buscar a anulação do processo. Os advogados sustentam que houve irregularidades na condução dos trabalhos, especialmente em relação à atuação do relator da Comissão Processante, o vereador Érico Vinicius (Novo).
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