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Urna eletrônica

Presidente do Senado diz ser possível aprovar voto impresso para eleições de 2022

A medida tem maioria para ser aprovada em comissão especial da Câmara e avançar no Congresso

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Presidente do Senado diz ser possível aprovar voto impresso para eleições de 2022
Imagem ilustrativa. Foto: Fábio Pozzebom, Agência Brasil.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), admitiu nesta segunda-feira (14), a possibilidade de o voto impresso ser adotado nas eleições de 2022, se houver viabilidade técnica. Como revelou o Estadão/Broadcast, a medida tem maioria para ser aprovada em comissão especial da Câmara e avançar no Congresso. Aliados do presidente Jair Bolsonaro se juntaram a outros partidos, como o PDT, para criar um sistema de voto auditável na urna eletrônica a partir da disputa presidencial no ano que vem.

Em entrevista ao site Jota, Pacheco deixou claro que confia no atual sistema eleitoral no Brasil, mas admitiu a possibilidade de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara para eliminar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. “Se há senadores e deputados sustentando isso e se houver viabilidade técnica e operacional para uma implantação dessa natureza que dê maior confiabilidade ao sistema de escolha de candidatos, é perfeitamente possível nós admitirmos.”

Na semana passada, em audiência na Câmara, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e disse que o voto impresso seria um “retrocesso”.

Para Pacheco, no entanto, o fato de nunca ter ocorrido nenhum caso de fraude eleitoral conhecido desde a implantação da urna eletrônica, em 1996, não significa que elas não possam ocorrer. “Eu não enxergo e não acredito em vulnerabilidade do sistema eleitoral. Eu tenho confiança na Justiça Eleitoral do País, na higidez do processo de escolha através das urnas eletrônica. (Mas) O fato de eu não acreditar não significa que não exista.”

Patrocinador da proposta, Bolsonaro já disse que, sem o voto impresso, não haverá eleições no País no próximo ano. Na quinta-feira, 10, o chefe do Planalto voltou a defender a proposta e criticou o presidente do TSE. “Que negócio é esse de judicializar? Não tem cabimento. Se o Congresso aprovar o voto impresso, vamos ter eleições com voto impresso e ponto final. Cada um de nós deve respeitar a Constituição e o Parlamento.”

Em tramitação na Câmara, a PEC não acaba com a urna eletrônica, mas inclui na Constituição um artigo que torna obrigatória a impressão de comprovantes físicos de votação, que devem ser depositados automaticamente em uma caixa de acrílico acoplada ao equipamento. Com isso, o eleitor poderá conferir se o recibo em papel coincide com o que digitou, mas não poderá levar o comprovante. Para que seja válida nas eleições de 2022, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até outubro deste ano.

Governistas insistem na proposta do voto impresso para 2022

Por SBT News

O governo federal trava uma batalha para aprovar até outubro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. O projeto é de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), integrante da base aliada do governo, e prevê a impressão de cédulas em papel para que se possa verificar, de forma independente, o resultado de eleições, plebiscitos e referendos. Kicis disse acreditar que o projeto seja votado até o fim de junho. Assim, seria possível que as mudanças valessem já nas eleições de 2022.

“As chances são muito boas, por isso estamos correndo”, pontuou a parlamentar, que ainda afirmou não temer eventuais judicializações por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), que já considerou o voto impresso inconstitucional: “Acho bem mais difícil por conta da mobilização popular. Isso agora é um clamor do povo, dos eleitores brasileiros”. 

O tempo, contudo, vai contra os governistas. Para que o voto impresso esteja em vigor nas eleições de 2022, a proposta precisa ser promulgada até o final de setembro deste ano. 

No Congresso, parlamentares do Centrão, grupo político do qual o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) faz parte, afirmam que ele não comprará briga para que a PEC ganhe celeridade na Casa. Por se tratar de um tema controverso, segundo eles, Lira não quer se indispor com o STF, por ter ações contra ele em tramitação na Corte.

Para esses parlamentares, a determinação de Lira em instalar a Comissão Especial que analisará a PEC do impresso foi apenas uma forma de o deputado agradecer o apoio de Bolsonaro na eleição da presidência da Câmara. Cabe ao presidente da Casa decidir quais propostas serão colocadas em votação no plenário. 

O especialista em representação parlamentar André Santos também aposta que o projeto não deve ser aprovado a tempo de valer no pleito do próximo ano. Isso por considerar o tema controverso, e por entender que pautas econômicas devem estar na pauta do Legislativo nos próximos meses.

“Com essa PEC, cria-se uma nova tensão e se tira o foco [das prioridades no país]”, afirma Santos, que também é sócio-diretor da Contatos Assessoria Política.

A proposta

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um forte defensor do voto impresso e já disse reiteradas vezes que há fraudes no sistema de contagem de urnas eletrônicas. Porém, nunca apresentou provas.

A medida, no entanto, recebe críticas de especialistas, que afirmam que o atual sistema de votação é seguro. Análises indicam que a substituição das atuais urnas para modelos que imprimem votos podem trazer complicações para o período eleitoral, além de maiores custos aos cofres públicos.

O cientista político Thiago Vidal, da Prospectiva Consultoria, por exemplo, avalia que o voto impresso traria mais insegurança do que benefícios ao processo eleitoral. Além de considerar que não há garantias de que a votação e apuração dos votos possa ocorrer sem irregularidades. “Isso não muda o resultado. O que for impresso será a mesma coisa do resultado arquivado eletronicamente na urna”, diz.

“Se um presidente perde no ano que vem, ou se algum candidato perde alguma eleição, em tese, a quantidade de votos na urna vai ser a mesma quantidade de votos que vai estar no papel.”

Voto impresso: tramitação no Congresso

O regimento interno da Câmara estabelece que a análise de uma PEC em uma Comissão Especial ocorra em até 40 sessões. Na 2ª feira (18.maio), o relator da Comissão, deputado Filipe Barros (PSL-PR) disse, durante a primeira sessão do colegiado, que deve apresentar o parecer da matéria até o final de julho.

Após essa fase, o projeto deve então seguir para o plenário da Câmara, onde para ser aprovado, precisa de no mínimo 308 votos favoráveis dos deputados federais, em dois turnos.

Após essa fase, a proposta segue para o Senado, onde precisará do crivo de 49 senadores, também em dois turnos. Caso as duas casas aprovem o texto sem modificações, a PEC é promulgada em sessão do Congresso Nacional. Se houver mudanças no texto da proposta — não apenas em sua redação — essa alteração demandará uma nova aprovação na Casa onde não houve a mudança. 

Segurança

Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, saiu em defesa do processo eleitoral brasileiro. O ministro afirmou que as urnas eletrônicas são seguras e representam um marco do processo democrático contra fraudes eleitorais. Antes, “quando as urnas não correspondiam ao que os dominantes queriam, os resultados eram adulterados”, disse.

O ministro também destacou três problemas para a mudança para comprovação do voto impresso: o custo, estimado em cerca de R$ 2 bilhões; a possibilidade de quebra do sigilo do voto, que é garantida pela Constituição Federal; e o retrocesso em benefícios do voto eletrônico, como redução de filas.

“Em 2020, tivemos mais de 400 mil candidatos. Imagina se um percentual pequeno desse vasto universo resolver impugnar o resultado, pedir recontagem, contratar os melhores advogados eleitorais do Brasil para achar alguma inconsistência, solicitando a suspensão das eleições ou a anulação de posse? Esse é um risco que vamos introduzir com o voto impresso”, ponderou.

O que já disse o STF

Em setembro de 2020, por unanimidade, o plenário do STF considerou inconstitucional o trecho da minirreforma eleitoral de 2015 que estabelecia o voto impresso. O relator da ação, ministro Gilmar Mendes, disse no julgamento que “em vez de aumentar a segurança das votações, a impressão do registro será frágil como meio de confirmação do resultado e, pior, poderá servir a fraudes e a violação do sigilo das votações”.

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