Roberto Azevedo

Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão, 15 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina. Estudou jornalismo, na UFSC, e direito, na Furb.


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Eleições 2022

Prefeitos de MDB, PL, União, PSD, PSDB, Podemos e PP fazem festa para Moisés

Mais de 100 prefeitos de partidos que têm pré-candidato ao governo ou têm um aliado definido estiveram no evento.

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Com a rara presença de MDB e PP no mesmo palanque, o governador disse que precisa da ajuda de todos para se reeleger. DIVULGAÇÃO
Com a rara presença de MDB e PP no mesmo palanque, o governador disse que precisa da ajuda de todos para se reeleger. DIVULGAÇÃO

O evento era do Republicanos, lotou uma das maiores casas de eventos de Santa Catarina, em São José, no sábado (2), em apoio ao governador Carlos Moisés, pré-candidato à reeleição, que pediu apoio e ajuda aos que foram ao encontro, mas o que chamou a atenção foi a presença de mais de 100 prefeitos de partidos que têm pré-candidato ao governo ou têm um aliado definido.

Com demonstrações favoráveis ao projeto do atual governador, mandatários do MDB, PL, União Brasil, PSD, PSDB, Podemos e PP foram e fizeram questão de se manifestarem, sem receio de represálias ou intimidações.

Quem não deve ter gostado foram os pré-candidatos Antídio Lunelli, ainda em litígio com o MDB, tanto que o presidente estadual em exercício da sigla, o ex-deputado Edinho Bez esteve presente e declarou “queremos estar juntos”; o senador Jorginho Mello, o ex-prefeito Gean Loureiro e o senador Esperidião Amin, que correm o Estado em busca de votos.

A maior crítica dos adversários de Moisés é a de que ele “comprou” a adesão dos prefeitos com o Plano 1000, que acusam de ser uma medida eleitoreira, porém não dizem se manteriam os financiamentos aos projetos municipais nos próximos quatro anos nem esclarecem ao eleitor que hoje são feitos com recursos próprios do governo do Estado, sem aportes de empréstimos junto a bancos públicos ou privados.

No mínimo, deveriam ouvir o que disseram os prefeitos Mário Hildebrandt (Blumenau) e Joares Ponticelli (Tubarão) ou mesmo Eloi Mariano Rocha (PSD), de Tijucas, que representou os colegas do partido e sintetizou que, pela primeira vez, não é o gestor que precisa correr atrás do governador porque o Estado vem às prefeituras.

Representantes de outras siglas, como Democracia Cristã, Avante e Patriota, também estiveram no encontro de apoio a Moisés, em São José.

Um vice do Sul

Empresário do setor supermercadista, o administrador de empresas Ricardo Althoff (foto), de Criciúma, foi indicado para ser o vice na chapa de Odair Tramontin, do Novo, ao governo do Estado.

JAMILLE CARDOSO/DIVULGAÇÃO

Não estranhe a juventude de Althoff, 40 anos, porque os pré-candidatos do Novo são escolhidos em processos seletivos, e a chapa pura deve-se filosofia da sigla, que só coligará com partidos que têm a mesma linha programática e ideológica.

Em Santa Catarina, o novo, que não usa recursos do Fundo Eleitoral, elegeu o primeiro prefeito do país, Adriano Silva, de Joinville, e tem um deputado estadual, Bruno Souza, pré-candidato a deputado federal, e que foi eleito pelo PSB, de onde saiu depois de uma batalha judicial após o grupo do ex-deputado Paulo Bornhausen deixar a sigla.  

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