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Carta

Ministro diz que Bolsonaro vai divulgar carta em defesa da democracia

Aceno do presidente virá como resposta ao manifesto organizado por juristas e empresários

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• Atualizado

Foto: Marcello Casal | Agência Brasil
Foto: Marcello Casal | Agência Brasil

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta quarta-feira (27) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve divulgar uma carta à nação como resposta ao manifesto em defesa da democracia, organizado pela Faculdade de Direito da USP, e ao ato programado para o dia 11 de agosto.  “Eu já falei com ele sobre esse assunto e ele disse: podem fazer uma carta de apoio à democracia e eu vou assinar”, afirmou Faria, em entrevista ao SBT News. 

Indagado sobre o documento articulado na USP, com assinatura de milhares de brasileiros, incluindo nomes de destaque de diversos segmentos, como empresários, banqueiros, juristas e artistas, e sobre o tom que Bolsonaro adotaria para responder, o ministro disse que o presidente foi eleito pela democracia e seu governo é democrático.  

“Eu acho que o Brasil vive uma democracia viva e a gente quer que essa democracia continue viva. Então eu acredito que essa carta pela democracia ela vai acabar tendo adesão do Brasil inteiro. A gente só vai tirar o teor político disso, porque muitas vezes quando tem um movimento como esse, tem aí uma politicagem por trás dessa carta, mas apoio à democracia, total. O governo tem apoio à democracia”, pontuou. 

Críticas ao STF

Indagado sobre as críticas de Bolsonaro a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na convenção do PL no último domingo — quando o presidente convocou atos para 7 de Setembro e disse que “esses poucos surdos de capa preta têm que entender a voz do povo” –, Fábio Faria minimizou o episódio. 

“(Na convenção), o presidente falou 99% do que estava sendo feito no Brasil e do que ele queria fazer nos próximos quatro anos. Sobre o STF, ele disse: as pessoas depois do meu governo sabem o que cada deputado faz, o que cada senador faz, o que o Supremo Tribunal faz. E ali no momento houve uma reação dos apoiadores do presidente”, explicou.

O ministro também esclareceu que ele mesmo, em conversas reservadas com ministros do STF, se certificou de que os integrantes da mais alta Corte de Justiça do país não se sentiram ofendidos. Eles não acharam o tom inadequado. (É tema) que poderia ter sido evitado.  (Mas avaliaram) que não foi pautado por esse tema”, concluiu.

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