Lula diz que ninguém é dono da América do Sul no Mercosul
Presidente defende integração regional, exalta o Pix, pede união no Mercosul e critica alinhamentos automáticos entre países
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (30) que “ninguém é dono do mundo e ninguém é dono da América do Sul” durante discurso na 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o petista defendeu maior integração entre os países do bloco, exaltou o Pix como referência internacional e reforçou que o Mercosul seguirá como prioridade para o Brasil.
Ao discursar na abertura da cúpula, Lula criticou alinhamentos automáticos entre países e defendeu uma atuação independente da América do Sul nas relações internacionais.
“Ninguém é dono do mundo e ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses“, afirmou.
O presidente também lamentou a fragilidade das instituições regionais e pediu que o funcionamento do Mercosul não dependa das mudanças de governo em cada país integrante.
Lula defende o Pix como modelo de integração financeira
Outro destaque do discurso foi a defesa do Pix como ferramenta para fortalecer a integração econômica entre os países do Mercosul. Sem mencionar diretamente os Estados Unidos, que recentemente criticaram o sistema brasileiro de pagamentos, Lula afirmou que a tecnologia pode servir de modelo para toda a região.
Segundo o presidente, uma infraestrutura regional inspirada no Pix reduziria custos de transações, ampliaria o comércio entre os países do bloco, estimularia o uso de moedas locais e aumentaria a resistência da economia sul-americana diante de crises externas.
Mercosul deve estar acima de disputas políticas
Lula voltou a defender maior unidade entre os integrantes do Mercosul e afirmou que o bloco precisa superar divergências ideológicas para fortalecer sua atuação.
O presidente também declarou que, independentemente do resultado das eleições presidenciais brasileiras marcadas para outubro, o Mercosul continuará sendo prioridade para o país.
Durante o discurso, ele pediu ao presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, que liderará o bloco nos próximos meses, um esforço para consolidar instituições permanentes que garantam o funcionamento do Mercosul independentemente das mudanças de governo.
Lula cita eleições e defesa da democracia
Ao encerrar sua participação, Lula voltou a abordar o cenário político brasileiro e afirmou que pretende disputar as próximas eleições para manter o país no caminho democrático.
Segundo o presidente, o Brasil precisa preservar sua estabilidade institucional para continuar buscando o desenvolvimento econômico e social, reforçando que considera o Mercosul um instrumento estratégico para ampliar a integração política, econômica e cultural da América do Sul.
*Texto com informações do SBT News
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