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EXTRADIÇÃO

Justiça da Itália autoriza 2° pedido de extradição de Carla Zambelli

Decisão envolve caso nas eleições de 2022

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (16), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil. A decisão atende a um pedido apresentado pelas autoridades brasileiras no processo por porte ilegal de arma durante as eleições de 2022.

O caso está relacionado ao episódio ocorrido em 29 de outubro de 2022, na véspera do segundo turno eleitoral, quando a então parlamentar perseguiu armada um homem pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão política.

Zambelli foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Em entrevista ao SBT News, a defesa afirmou que este é o segundo pedido de extradição aceito pela Justiça italiana. O primeiro está ligado à investigação sobre a invasão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Defesa anuncia recurso

Segundo o advogado Fabio Pagnozzi, que representa a ex-deputada, a decisão ainda não encerra o processo e novos recursos serão apresentados à Suprema Corte da Itália.

O advogado informou que a análise desses recursos pode levar entre cinco e seis meses. Durante esse período, a defesa tentará impedir a transferência da ex-deputada para o Brasil.

Prisão e próximos passos

Zambelli segue presa em Roma enquanto aguarda os desdobramentos judiciais. As autoridades italianas apontaram risco de fuga, entendimento contestado pela defesa, que defende a adoção de medidas alternativas.

“Ela jamais conseguiria fugir. Primeiro, sem dinheiro, as contas todas bloqueadas, os passaportes todos apreendidos. Então, você poderia colocar uma tornozeleira eletrônica, você poderia colocar uma viatura na frente da casa dela, onde o marido dela reside. Então, teriam várias alternativas à prisão”, declarou.

A extradição só poderá ser efetivada após o esgotamento dos recursos previstos na legislação italiana. Até lá, o caso continua sendo analisado pelas instâncias superiores do Judiciário do país europeu.

*Com informações do SBT News.


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