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Satélite de 2 toneladas lançado em 1995 vai cair na Terra; saiba mais

ERS-2 da Agência Espacial Europeia (ESA), está desativado desde 2011

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Redação

Por Redação

Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução, via SBT News
Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução, via SBT News

Por: SBT News

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que um satélite de mais de 2 toneladas deve entrar novamente na atmosfera da Terra.

De acordo com o SBT News, o satélite de observação da Terra ERS-2 foi lançado ao espaço em 21 de abril de 1995, considerado o satélite mais sofisticado a ser desenvolvido e lançado pela União Europeia.

O ERS-2 tinha as mesmas funções do ERS-1, recolhia dados sobre as calotas polares, oceanos e superfícies terrestres do planeta. Registrou desastres como inundações e terremotos em áreas remotas.

O satélite teve as operações encerradas em 2011 e a agência optou por retirá-lo de órbita para não ser mais uma entre tantas outras sucatas que orbitam o planeta.

Reentrada monitorada

O Escritório de Detritos Espaciais da ESA, com uma rede de vigilância internacional, monitora a trajetória do satélite, que deve fazer sua reentrada no planeta na manhã desta quarta-feira (21), com uma margem de erro de 9 horas.

site que fornece atualizações do satélite informa que a reentrada à Terra é “natural”, sem possibilidade de manobras.

Sem combustível, o ERS-2 tem uma massa estimada de 2.294 kg a cerca de 80 km acima da superfície da Terra.

A ESA espera que o satélite se quebre e os fragmentos queimem em contato com a atmosfera.

Além disso, ainda não é possível saber quando o satélite retorna à atmosfera por conta da imprevisibilidade da atividade solar, que afeta a densidade da atmosfera da Terra e sobre como a atmosfera atrai o satélite.

Chega em pedaços

A agência também estima que os poucos fragmentos vão chegar à superfície do planeta, no oceano.

E as chances dos fragmentos de atingir ou ferir alguém são inferiores que as de algum acidente doméstico.

O satélite fez 66 manobras de desorbitação entre julho e agosto de 2011, antes do fim da missão, em 11 de setembro.

Estas manobras consumiram o combustível restante e reduziram a altitude para que o ERS-2 entrasse em uma trajetória para espiralar lentamente mais perto da Terra para que entrasse na atmosfera em 15 anos.

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