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FAUNA MARINHA

Golfinho resgatado em Laguna apresenta melhora em tratamento

Martim, resgatado em Laguna, já nada sozinho e segue em recuperação na Associação R3 Animal, em Florianópolis

• Atualizado

Roberto Gatti

Por Roberto Gatti

Golfinho resgatado em Laguna apresenta melhora em tratamento | Foto: Associação: R3 Animal / Divulgação / Reprodução
Golfinho resgatado em Laguna apresenta melhora em tratamento | Foto: Associação: R3 Animal / Divulgação / Reprodução

O golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) resgatado após encalhar debilitado na Praia da Cigana, em Laguna, segue apresentando evolução no tratamento veterinário em Florianópolis. Batizado de Martim, o animal está internado na Associação R3 Animal desde o dia 3 de julho e já consegue nadar sozinho, um importante avanço no processo de reabilitação.

O macho jovem, com cerca de um ano e meio de idade, 1,80 metro de comprimento e 72 quilos, é o primeiro indivíduo da espécie a receber atendimento na instituição.

Resgate mobilizou equipes e escolta da PRF

Martim foi encontrado debilitado no dia 2 de julho, na Praia da Cigana, em Laguna. O resgate foi realizado pela equipe do Laboratório de Zoologia da Udesc, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP).

Após receber os primeiros atendimentos na Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da universidade, o animal foi transferido para o Centro de Reabilitação da Associação R3 Animal, em Florianópolis, onde encontrou uma estrutura mais adequada para a continuidade do tratamento.

O transporte de aproximadamente 120 quilômetros contou com um trailer adaptado e foi acompanhado por médicos-veterinários e biólogos. Para garantir a segurança e reduzir o estresse do animal, a operação teve escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina (PMA-SC).

Golfinho precisou de ajuda para nadar

Quando chegou ao centro de reabilitação, Martim estava desidratado e apresentava alterações detectadas em exames de sangue. Nos primeiros dias, o golfinho sequer conseguia nadar sozinho e precisou do auxílio da equipe técnica dentro da piscina para se manter em movimento.

Cinco dias depois, o quadro apresentou melhora significativa. O animal passou a nadar de forma independente, considerado um dos principais marcos da recuperação.

Além do monitoramento 24 horas por dia, Martim recebe alimentação com peixes inteiros e papa de peixe. A rotina também inclui administração de medicamentos, exames de sangue, ultrassonografias e acompanhamento das frequências cardíaca e respiratória.

Hipótese é que animal tenha se separado da mãe

A causa do encalhe ainda não foi identificada, mas uma das hipóteses levantadas pelos especialistas é que o golfinho tenha se separado da mãe e ficado desorientado.

Segundo a médica-veterinária e presidente da Associação R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas, indivíduos da espécie costumam permanecer ao lado da mãe até aproximadamente os dois anos de idade, e uma separação precoce pode comprometer sua orientação.

Soltura dependerá da recuperação

A equipe técnica informa que Martim permanecerá em tratamento até que apresente condições clínicas compatíveis com a vida em ambiente natural. Somente após cumprir todos os critérios veterinários o golfinho será devolvido ao mar.

Novas atualizações sobre a recuperação do animal serão divulgadas pelos canais oficiais da Associação R3 Animal e do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP).

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