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É a vez delas!

Bancada feminina da Alesc se destaca pela força e voz na sociedade

Elas são apenas seis, representam 15% do parlamento catarinense, mas falam por todas as mais de dois milhões e setecentas mil mulheres de Santa Catarina.

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Luciane Carminatti é líder da bancada feminina. Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL
Luciane Carminatti é líder da bancada feminina. Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL

Elas são apenas seis, representam 15% do parlamento catarinense, mas falam por todas as mais de dois milhões e setecentas mil mulheres de Santa Catarina. Um desafio diário!

“Os espaços de poder devem ser um espelho da sociedade. E se a gente sabe que tem mais de 50% de mulheres, um percentual enorme de mulheres negras e nenhuma aqui… então falta bastante”, afirma a deputada Marlene Fengler.

Das 40 cadeiras, seis estão sendo ocupadas pelas mulheres. É o mandato com a maior representatividade feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

“Quando nós trazemos esse olhar, do lugar onde a mulher está, a preocupação com a creche, com a saúde, com a economia com a renda (…) são pautas pertinentes para a sociedade na totalidade”, diz a líder da bancada feminina, a deputada Luciane Carminatti.

Elas participam das mais variadas comissões, sugerem inúmeros projetos e muitas leis são aprovadas com a luta e a defesa da bancada feminina. Como, por exemplo: a lei “Maria da Penha vai à Escola”, o projeto “Menstruação sem Tabu”, as diretrizes de política pública para combater a violência contra a mulher, a criação da procuradoria da mulher, entre tantos outros temas.

“Se não tivesse o olhar das mulheres aqui, nós teríamos uma redução das pautas da sociedade porque elas não entram… Então, a mulher amplia os horizontes para os homens, para a sociedade como um todo, por isso que tem que ter mulheres nos espaços de decisão”, completa Carminatti.

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Observatório da Violência Contra a Mulher

Em 07 de maio de 2015, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC) a Lei nº 16.620, de autoria da então deputada estadual Ana Paula de Lima (PT), por meio da qual instituiu o Sistema Integrado de Informações de Violência Contra a Mulher, denominado Observatório da Violência Contra a Mulher de Santa Catarina (OVM/SC). Mas ela só saiu da gaveta em março de 2021, quando a bancada feminina tomou a frente e colocou para funcionar.

Santa Catarina é a única assembleia que conta com um órgão como esse. No site é possível visualizar a realidade do Estado em relação à violência contra a mulher e a rede de apoio, uma ferramenta a mais para garantir a segurança de quem ainda sofre com os maus tratos dentro e fora de casa.

E assim, a bancada feminina dá continuidade a um trabalho que pensa no desenvolvimento de um Estado como um todo.

“(…) Todos os projetos devem ser para todas nós. Nós mulheres precisamos fazer a nossa parte, que é ocupar esses espaços”, afirma Fengler.

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** Com edição de texto de Rafaella Moraes.

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