Pesquisa aponta que mais da metade dos eleitores vê STF decidindo por interesse próprio
Levantamento ouviu 1.500 eleitores e também mostra que 49,7% têm pouca ou nenhuma confiança no Supremo Tribunal Federal (STF)
• Atualizado
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Meio/Ideia mostra que 51,6% dos eleitores brasileiros consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tomam decisões mais por interesses próprios do que pela legislação.
O levantamento ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07935/2026. Você pode conferir a pesquisa na integra clicando aqui
Os entrevistados foram questionados sobre a afirmação: “ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei”. Ao todo, 51,6% concordaram com a frase, enquanto 10,9% discordaram. Outros 23,9% disseram não concordar nem discordar, e 13,6% não souberam ou não quiseram responder.
Confiança no STF
A pesquisa Meio/Ideia também avaliou o nível de confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal. Segundo o levantamento, 21,3% afirmaram não ter nenhuma confiança na Corte, enquanto 28,4% disseram ter pouca confiança. Já 31,2% declararam ter alguma confiança no STF e 7,3% afirmaram confiar muito na instituição.
Com isso, a parcela de entrevistados que declarou ter pouca ou nenhuma confiança no STF chega a 49,7%, enquanto 38,5% afirmaram ter alguma ou muita confiança.
Pesquisa foi divulgada em meio a crise no STF
A divulgação do levantamento ocorre em meio a uma crise institucional envolvendo ministros do STF, após o ministro André Mendonça divulgar informações de um inquérito da Polícia Federal relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto. A pesquisa eleitoral Meio/Ideia está registrada no TSE sob o protocolo BR-07935/2026, com 1.500 entrevistas realizadas entre 4 e 7 de setembro e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
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