‘O sujo falando do mal lavado’: Caiado diz que Lula e Flávio não têm moral para botar regra no STF
Ele afirmou que o “eleitor está sendo traído” pelos seus adversários e voltou a defender a abertura total do sigilo dos casos do Master e do INSS
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O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse nesta sexta-feira (18) que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) “não têm autoridade moral para botar regra” no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o ex-governador, os líderes das pesquisas estão envolvidos em escândalos de corrupção da mesma forma que os ministros da Corte e por isso não possuem condições de contornar a crise interna no Supremo.
Caiado diz que Lula e Flávio não têm moral para botar regra no STF
“Não tem presidente da República, essa é a crise que vamos entrar. Se eleger Flávio e Lula, eles vão fazer o quê? Flávio está investigado [no caso do banco Master] e Lula está envolvido com escândalo do INSS do filho [Lulinha]. Qual é a autoridade moral para eles contornarem essa crise? Zero”, declarou Caiado em sabatina ao jornal Gazeta do Povo.
“É o sujo falando do mal lavado”, completou.
O presidenciável afirmou que o “eleitor está sendo traído” pelos seus adversários e voltou a defender a abertura total do sigilo dos casos do Master e do INSS para que a sociedade saiba quem está envolvido.
Crise no STF
“Se você votar em 4 de outubro só vai saber se quem votou está envolvido ou não daqui a 90 dias. Você não vai poder pedir seu voto de volta, e você acaba de eleger um corrupto”, argumentou o candidato.
Caiado fez referência ao pedido de vista do ministro Flávio Dino ao julgamento que definiria se o Alexandre de Moraes seria investigado pelas supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em seguida, Fachin adiou processo similar contra André Mendonça, relator do inquérito.
Sobre a crise do Supremo, Caiado disse que é “algo jamais visto”. Ele afirmou que não há clima dentro da Corte sequer para a convivência mínima entre os ministros. E que os magistrados se sentem “donos da verdade”.
“São dois balcões, cada um defendendo uma ala, e o povo brasileiros fica sem defesa. O Supremo toma posição política. Isso é a negação da última instância para a população”, declarou.
Desempenho nas pesquisas
Caiado disse que segue otimista com seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Atualmente empatado em 4º lugar com demais candidatos, o pessedista falou que vai “até o último minuto para poder salvar o país”.
Ele aposta na divulgação de seu trabalho como governador de Goiás, na fratura da polarização e na alta rejeição de Lula e Flávio.
“Acredito que nesses 16 dias muitos fatos virão à tona e a sociedade vai sair desse processo de votar contra o outro sem analisar o que é melhor para esse país. Essa crise no Supremo foi providencial e deu a oportunidade ao eleitor de poder analisar aquilo que realmente tem resultados práticos”.
Reajuste do Bolsa Família
O candidato do PSD criticou o anúncio do governo Lula de reajuste do Bolsa Família a pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições. O piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Caiado chamou a medida de “populista”.
“Na véspera de uma eleição você vê uma atitude populsita como essa, de aumentar o Bolsa Família. Isso é brincar e desrespeitar a inteligência do brasileiro, e achar que pode comprar o voto do cidadão por mais 90 reais”, afirmou Caiado.
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