Três horas a pé na mata: terreno extremo pode dificultar resgate de corpos em Serra de SC após queda de helicóptero
Aeronaves não conseguem pousar perto dos destroços; bombeiros avaliam estratégia para evitar novos riscos
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A operação para a retirada dos corpos das cinco vítimas do acidente aéreo na Serra Catarinense, entre elas o cantor sertanejo Rick, da dupla com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, piloto e copiloto, enfrenta condições extremas de acesso nesta terça-feira (22).
Embora o helicóptero tenha sido localizado pelo Arcanjo 03 na região de Santa Bárbara, a geografia acidentada e a vegetação fechada impõem um desafio dramático para as equipes de resgate.
De acordo com a tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, comandante do Corpo de Bombeiros, as aeronaves de salvamento não conseguem pousar próximo ao local do impacto. A estimativa é a de que os socorristas precisem enfrentar cerca de três horas de caminhada a pé pelo terreno montanhoso a partir do ponto de pouso mais próximo para alcançar os destroços da aeronave.
Estratégia de risco zero e apoio do Águia e Arcanjo
A prioridade da corporação no momento é traçar uma logística eficiente e segura para todos. “A corporação busca uma estratégia que permita realizar o trabalho sem colocar as equipes de resgate em risco”, explicou a comandante. A operação conta com o apoio das aeronaves Águia 04 e Arcanjo, cujas tripulações são altamente capacitadas para manobras complexas e eventual içamento.

As equipes terrestres que já atuavam na área mantêm comunicação constante com os helicópteros que sobrevoam o local. O ponto exato da queda só pôde ser identificado do alto, após a delimitação da área com base nos últimos sinais de celular emitidos pelos aparelhos dos ocupantes.
Perícia e investigação sobre as causas da queda
Assim que forem retirados da área de difícil acesso, os corpos de Rick, do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares, do piloto e do copiloto serão entregues à Polícia Científica para exames periciais e identificação formal.
A mobilização, que envolveu mais de 40 bombeiros, cães de busca, drones térmicos e a Força Aérea Brasileira (FAB), agora entra na etapa pericial. As autoridades competentes darão início às investigações oficiais para apurar o que provocou a queda da aeronave Bell 430 durante o trajeto entre Porto Belo e São Joaquim.
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