Explosivos e tiros de festim: Polícia Militar realiza simulado de roubo a banco no Norte de SC
Treinamento mobilizou entre 70 e 80 policiais nesta sexta-feira (28) e reproduziu uma ocorrência com fuga, carro incendiado, prisões e cerco em área de mata
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Um simulado de roubo a banco mobilizou entre 70 e 80 policiais na manhã desta sexta-feira (28), em Schroeder, no Norte de Santa Catarina. A operação contou com explosivos, tiros de festim, veículos em fuga, prisões simuladas e uma perseguição em área de mata.
A atividade faz parte do Curso de Ações Integradas de Defesa, promovido pela Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e realizado nesta semana em Jaraguá do Sul. O treinamento foi coordenado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e reuniu policiais militares, civis, penais e representantes da Polícia Científica.
O exercício começou por volta das 6h e reproduziu diferentes etapas de uma ocorrência de crime violento contra o patrimônio. A proposta foi colocar em prática o plano de defesa elaborado pelos participantes durante o curso e testar a atuação integrada das forças de segurança.
Ao SCC SBT, o capitão Bruno, do BOPE, explicou que o simulado é realizado no último dia da capacitação justamente para avaliar, na prática, as estratégias desenvolvidas ao longo da semana.
“A gente faz esse simulado de roubo a banco para colocar à prova todo esse planejamento que eles fizeram. Exatamente para validar, de alguma maneira, esse conhecimento que eles receberam e para fomentar mais ainda essa integração, que é o mais importante.”

Simulado teve fuga e carro incendiado
A ação foi dividida em diferentes etapas. Após o roubo simulado à instituição bancária, os criminosos utilizaram um veículo para fugir. O carro foi posteriormente incendiado e os suspeitos passaram para outro veículo, criando uma nova frente de investigação e perseguição.
A mudança de veículo foi inserida justamente para testar a capacidade dos policiais de obter e cruzar informações durante uma ocorrência.
Segundo o capitão Bruno, os agentes empregados na ação não tinham conhecimento prévio de como o simulado iria se desenrolar.
“Eles sabem que vai ter o simulado e, a partir do roubo, é que eles vão se situar e ter rota de fuga.”
O segundo veículo foi localizado pelos policiais e houve duas prisões simuladas durante a abordagem. Outro suspeito conseguiu fugir para uma área de mata, dando início a uma nova etapa do treinamento.

Águia foi usado no cerco aos suspeitos
Com a fuga para a mata, outras unidades foram acionadas. O Batalhão de Aviação da Polícia Militar entrou em ação com a aeronave Águia, enquanto equipes terrestres trabalhavam no cerco e na movimentação das tropas.
A situação foi planejada para exigir a atuação conjunta das diferentes forças de segurança e reproduzir uma ocorrência que poderia exigir respostas simultâneas em diferentes frentes.
De acordo com o capitão, o objetivo era evitar que os suspeitos conseguissem escapar da área delimitada e, ao mesmo tempo, permitir que os policiais trabalhassem de maneira estratégica.
“A partir de agora tem essa continuação para, o quanto antes, realizar as prisões, só que de uma maneira bem estratégica, sem pressa, para avançar com o máximo de segurança possível.”
Por que Schroeder foi escolhida?
Embora a sede do curso seja em Jaraguá do Sul, Schroeder foi escolhida como cidade-foco para o simulado desta edição.
Segundo o BOPE, a escolha faz parte da metodologia do curso. Durante a capacitação, os policiais estudam uma cidade, suas rotas e características, além de estabelecer mecanismos para obtenção de informações que possam auxiliar em uma eventual ocorrência de grande porte.
Já existia um plano de defesa para Schroeder, que foi aperfeiçoado durante o curso e colocado à prova nesta sexta-feira.
“Schroeder acaba sendo escolhida nessa edição como sendo uma cidade de foco dentro dos estudos que a gente faz. Então, obviamente, já havia um plano de defesa para a cidade e a gente melhora ele durante o curso e testa ainda mais esse contexto ali.”
Treinamento busca integrar forças de segurança
O Curso de Ações Integradas de Defesa reúne profissionais de diferentes instituições para trabalhar estratégias de resposta a crimes violentos contra o patrimônio.
A metodologia é realizada pela Polícia Militar de Santa Catarina desde 2021 e chegou, nesta semana, à 19ª edição. A proposta é capacitar os agentes para elaborar planos de defesa, estudar rotas, estabelecer contatos com colaboradores e integrar as informações em uma eventual situação real.
Além de testar os conhecimentos adquiridos, o simulado permite identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados. Após a atividade, os participantes realizam um debriefing para avaliar a atuação e discutir melhorias.

O capitão Bruno destacou que o treinamento parte de uma realidade em que esse tipo de crime apresentou redução nos últimos anos, mas que as forças de segurança precisam estar preparadas caso uma ocorrência aconteça.
“Se acontecer, a gente precisa estar pronto para trabalhar de forma integrada, para ter link de comunicação entre as instituições, entre as instituições públicas e a comunidade.”
A atividade utiliza munições de festim e explosivos para aproximar o treinamento das condições de uma ocorrência real, permitindo que os policiais testem procedimentos, comunicação, deslocamento e estratégias de resposta em um cenário controlado.
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