Sequestrado, torturado e morto: crime macabro contra advogado tem desfecho em SC
Quatro homens foram condenados a mais de 38 anos de prisão cada pela morte do advogado Leandro Drews, ocorrido em Timbó
• Atualizado
Quatro homens foram condenados pela morte do advogado Leandro Drews, vítima de um crime macabro ocorrido entre o fim de dezembro de 2024 e o início de janeiro de 2025 em Timbó, no Vale do Itajaí. As penas somadas ultrapassam 152 anos de prisão.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os réus foram responsabilizados por associação criminosa, extorsão qualificada pelo resultado morte, ocultação de cadáver, corrupção de menor e lavagem de dinheiro.
Sequestro e transferências forçadas

Conforme a denúncia, os acusados se associaram com o objetivo de obter vantagem financeira da vítima, que possuía recursos em contas bancárias.
As investigações apontaram que, em 30 de dezembro de 2024, o advogado foi abordado pelos criminosos e sequestrado.
A vítima foi levada inicialmente a estabelecimentos em Blumenau, onde, sob ameaças, agressões físicas e uso de substâncias que reduziram sua capacidade de reação, os suspeitos acessaram aplicativos bancários e realizaram transferências de dinheiro.
Cárcere privado e morte
Na sequência, o grupo levou o advogado até uma residência em Rio dos Cedros, onde ele foi mantido em cárcere privado. Durante o período, os criminosos continuaram exigindo transferências financeiras, utilizando violência e chantagem para obrigar a vítima a liberar o acesso às contas.
Segundo as investigações, as agressões culminaram na morte do advogado no dia 1º de janeiro de 2025.
Corpo foi encontrado semanas depois
Após o crime, os envolvidos transportaram o corpo no próprio veículo da vítima até uma área de mata em Doutor Pedrinho, onde ocultaram o cadáver.
O corpo foi localizado apenas no dia 31 de janeiro de 2025, após diligências policiais e indicação do local por um dos investigados.
Mais de R$ 425 mil movimentados
A investigação reuniu provas como quebras de sigilo bancário e telemático, rastreamento de deslocamentos, registros de transações financeiras e depoimentos que confirmaram a participação conjunta dos acusados. O trabalho contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na análise de dados.
De acordo com o Ministério Público, os réus movimentaram mais de R$ 425 mil das contas da vítima, utilizando transferências para contas próprias e de terceiros, além da compra de bens, como veículos.
Condenação
Na sentença, a Justiça destacou que o conjunto de provas demonstrou de forma consistente a autoria e materialidade dos crimes, evidenciando a atuação coordenada do grupo e a divisão de tarefas entre os envolvidos.
Cada um dos quatro condenados recebeu pena de 38 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Além disso, a decisão determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 425.706,45 aos herdeiros da vítima.
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