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Mulher perde parte da visão após cirurgia estética com dentista em SC

Ministério Público denunciou a dentista por realizar procedimentos sem habilitação

• Atualizado

Tamiris Flores

Por Tamiris Flores

Mulher perde parte da visão após cirurgia estética com dentista em SC – Imagem: ilustrativa

Mulher perde parte da visão após cirurgia estética com dentista em SC – Imagem: ilustrativa 

Uma mulher sofreu graves lesões no rosto e teve parte da visão comprometida após passar por procedimentos estéticos realizados por uma dentista sem habilitação, em Santa Catarina. O caso aconteceu entre os dias 11 e 27 de fevereiro e agora foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Segundo a denúncia apresentada na quarta-feira (15), a profissional realizou cirurgias de blefaroplastia e cirurgia de “castanhares”, que são procedimentos feitos na região dos olhos e das sobrancelhas para retirar excesso de pele. De acordo com o MPSC, esses procedimentos são considerados cirurgias médicas e não podem ser feitos por dentistas sem a especialização exigida.

A investigação aponta que a dentista não tinha a formação necessária para realizar esse tipo de cirurgia. Mesmo assim, ela teria feito os procedimentos que acabou com deformidade permanente no rosto e problemas na visão do olho esquerdo.

Além dessas cirurgias, a profissional também realizou um procedimento chamado lifting de papada, para o qual ela tinha autorização. No entanto, segundo um laudo pericial, a combinação dos procedimentos causou complicações graves, como inflamação na córnea, visão turva, lacrimejamento e danos estéticos e funcionais.

O Ministério Público afirma que a dentista agiu assumindo o risco de causar danos à paciente. Para a promotora responsável pelo caso, a conduta foi feita com foco em ganho financeiro, sem se preocupar com a segurança da vítima.

Na denúncia, o MPSC pede que a profissional pague indenização pelos danos causados, além de pelo menos R$ 50 mil por danos morais.

Se for condenada, ela pode pegar pena de seis meses a dois anos de detenção por exercício ilegal da medicina e de dois a oito anos de prisão por lesão corporal gravíssima.

O caso está em segredo de Justiça.

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