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‘Não havia prova’: defesa de adolescente comenta decisão no Caso do Cão Orelha

Segundo o advogado, os envolvidos sofreram ameaças, ataques virtuais e julgamentos precipitados ao longo da investigação

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

‘Não havia prova’ defesa de adolescente comenta decisão no Caso do Cão Orelha | Foto: reprodução.
‘Não havia prova’ defesa de adolescente comenta decisão no Caso do Cão Orelha | Foto: reprodução.

O advogado Marcelo Pertille, responsável pela defesa de um dos adolescentes investigados no Caso do Cão Orelha, conversou com exclusividade com o SCC10 nesta sexta-feira (15). Ele se manifestou após a Justiça arquivar o processo do Cão Orelha, morto em janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (14) pela Vara da Infância e Juventude da Capital, que homologou o pedido apresentado pelas Promotorias de Justiça responsáveis pela investigação. Conforme o entendimento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os adolescentes investigados não estavam com o animal no momento da suposta agressão.

Defesa já esperava arquivamento do processo do Cão Orelha

Após a decisão, Pertille afirmou que o arquivamento já era esperado pela defesa. “Não há surpresa nenhuma sobre o arquivamento. Não havia nada, não apareceu nada”, declarou o advogado.

Partille também elogiou a atuação do Ministério Público durante a investigação. Segundo ele, o MPSC conduziu o caso de maneira técnica e responsável. “Foi um trabalho ético e profissional”, afirmou.

Defesa critica ataques nas redes sociais

Marcelo Pertille também comentou a repercussão do caso nas redes sociais e as acusações direcionadas ao adolescente e à família dele. Segundo o advogado, os envolvidos sofreram ameaças, ataques virtuais e julgamentos precipitados ao longo da investigação. Para ele, o episódio se tornou “o maior linchamento virtual da história”.

A repercussão do caso fez com que milhares de pessoas se manifestassem nas redes sociais. Conforme o advogado, há mais de 100 comentários analisados sobre o caso, com discursos que incitam a violência.

Relembre o Caso do Cão Orelha

O Caso do Cão Orelha ganhou repercussão estadual após denúncias envolvendo um cachorro encontrado ferido na região da Praia Brava, em Florianópolis. Na época, publicações nas redes sociais apontaram suspeitas de maus-tratos envolvendo adolescentes que estariam na região. O caso provocou revolta entre moradores e defensores da causa animal.

A investigação passou a ser acompanhada pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Polícia Civil. Durante as apurações, imagens, depoimentos e outros elementos foram analisados pelas autoridades.

Segundo o MPSC, ao final da investigação não foram encontrados indícios que comprovassem a participação dos adolescentes na suposta agressão contra o animal. Com isso, o Ministério Público pediu o arquivamento do procedimento, decisão que foi homologada pela Justiça nesta quinta-feira.

Na decisão, o Juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital reconheceu o entendimento apresentado pelas Promotorias de Justiça responsáveis pelo caso.

O arquivamento encerra oficialmente o procedimento investigatório envolvendo os adolescentes citados durante as investigações.

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