Segurança Compartilhar
Proteção à Criança

Mãe é indiciada por torturar e queimar filha de nove anos em Chapecó

A menina havia passado alguns dias sem frequentar as aulas e, ao retornar, apresentou marcas aparentes de queimaduras

• Atualizado

Pedro Corrêa

Por Pedro Corrêa

Mãe é indiciada por torturar e queimar filha de nove anos em Chapecó | Foto: reprodução/ Canva
Mãe é indiciada por torturar e queimar filha de nove anos em Chapecó | Foto: reprodução/ Canva

A Polícia Civil (PC) indiciou uma mulher pelo crime de tortura contra a própria filha. Segundo as investigações, a mulher teria torturado uma criança de nove anos, em Chapecó, no Oeste catarinense. O caso foi investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente e Pessoa Idosa (DPCAI).

A investigação começou após funcionários de uma escola perceberem lesões no rosto e em uma das mãos da aluna. Segundo a Polícia Civil de Chapecó, a menina havia passado alguns dias sem frequentar as aulas e, ao retornar, apresentou marcas aparentes de queimaduras.

Inicialmente, a criança disse aos funcionários da escola que os ferimentos teriam sido causados por um acidente doméstico. Familiares também confirmaram essa versão durante os primeiros depoimentos.

Menina revelou que a mãe a torturava

De acordo com a PC, a menina foi submetida a exame pericial e depois foi ouvida por uma policial civil capacitada para entrevistas com crianças e adolescentes vítimas de violência.

Durante o atendimento especializado em Chapecó, a criança de nove anos falou foi queimada pela própria mãe com o uso de uma colher quente. Segundo o depoimento da menina, a queimadura foi um “castigo” pelo mau comportamento.

A perícia constatou que a versão apresentada pela menina foi compatível com as lesões identificadas no rosto e na mão da vítima. Com base nas provas reunidas, a mãe foi indiciada pelo crime de tortura, cuja pena pode variar de dois a oito anos de prisão.

Menina está afastada da mãe e recebe acompanhamento

Ainda conforme a Polícia Civil, não há indícios de participação de outros familiares nas agressões. A criança foi afastada da residência onde morava com a mãe e atualmente recebe acompanhamento assistencial da rede de proteção do município.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Fale Conosco
Receba NOTÍCIAS
Posso Ajudar? ×

    Este site é protegido por reCAPTCHA e Google
    Política de Privacidade e Termos de Serviço se aplicam.