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MORTE ESCLARECIDA

Homem suspeito de furtar perfume e desodorante é perseguido e morto a tiros em SC

Investigação aponta execução após perseguição em Chapecó

• Atualizado

Olga Helena de Paula

Por Olga Helena de Paula

Homem suspeito de furtar perfume e desodorante é perseguido e morto a tiros em SC | Foto: Divulgação/PCSC
Homem suspeito de furtar perfume e desodorante é perseguido e morto a tiros em SC | Foto: Divulgação/PCSC

A Polícia Civil esclareceu o homicídio de Clair dos Santos, morto a tiros na manhã de 29 de maio, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Segundo a investigação, o homem foi perseguido por cerca de uma hora pelo autor do crime após ser suspeito de furtar um perfume e um desodorante de uma farmácia da cidade.

O investigado teve a prisão temporária decretada pela Justiça e se apresentou na Delegacia de Homicídios de Chapecó na tarde desta segunda-feira (1º), acompanhado pelo advogado. Após ser interrogado, foi encaminhado ao sistema prisional.

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 9h20, nas proximidades da área de campo utilizada pela Udesc, no bairro Santo Antônio. Clair dos Santos foi atingido por dois disparos de arma de fogo e morreu ainda no local.

Perseguição durou cerca de uma hora

As investigações apontam que o suspeito utilizou um Peugeot 2008 branco para procurar a vítima pelas ruas da região.

Quando a encontrou, teria avançado com o veículo em direção ao homem, chegando a subir na calçada e danificar partes do carro. Mesmo com um pneu furado, continuou a perseguição.

A vítima correu em direção ao campo da universidade, mas foi alcançada. Conforme a Polícia Civil, o investigado desceu do veículo e efetuou quatro disparos pelas costas do homem, atingindo-o duas vezes.

Uma testemunha que presenciou toda a ação relatou aos investigadores que, após os tiros, o autor teria pedido para que ela não o denunciasse, afirmando que havia “matado um ladrão”.

Laudo aponta execução

Segundo a Polícia Civil, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi um choque hipovolêmico intenso provocado pelos disparos.

Os projéteis atingiram a vítima pelas costas, atravessaram o corpo e lesionaram órgãos vitais, incluindo o coração.

Ainda conforme os investigadores, a posição dos ferimentos indica que os tiros foram efetuados a curta distância e sem possibilidade de defesa da vítima, cenário incompatível com a versão apresentada pelo investigado.

Em depoimento, ele alegou que efetuou disparos para “alertar” o homem durante a perseguição e que não sabia se os tiros o atingiriam.

Furto envolvia perfume e desodorante

O investigado afirmou que saiu à procura do suspeito após receber informações de que uma farmácia próxima à sua residência havia sido furtada.

Segundo seu relato, a intenção seria localizar o homem, amarrá-lo e levá-lo à delegacia.

No entanto, a proprietária da farmácia informou à Polícia Civil que nem sequer pretendia registrar ocorrência por causa do pequeno valor dos produtos levados: um perfume e um desodorante.

A polícia destacou que, mesmo que a vítima tivesse cometido algum crime patrimonial, não existia qualquer situação que justificasse a ação do investigado.

Arma era irregular

Durante as investigações, o suspeito entregou aos policiais o revólver calibre .38 utilizado no crime.

A arma não possuía registro e, segundo a Polícia Civil, era mantida irregularmente havia vários anos.

Além do homicídio qualificado, o homem também responderá por posse irregular de arma de fogo.

A investigação segue em andamento e a Justiça ainda deverá decidir sobre a conversão da prisão temporária em preventiva.

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