Homem que matou companheira, agrediu enteado e incendiou casa é condenado em SC
O crime foi cometido em setembro de 2023
• Atualizado
O homem que matou a companheira com um golpe de faca, agrediu o enteado e incendiou a casa da família em Sombrio, Santa Catarina, foi condenado a mais de 36 anos de prisão. O crime, cometido em setembro de 2023, foi julgado nesta terça-feira (29), com a presença de familiares e amigos da vítima no tribunal.
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O ataque aconteceu em uma segunda-feira, logo após o almoço. Maria (nome fictício) havia retornado do trabalho para comer com os filhos e o então companheiro.
Ao entrar no quarto onde ele estava, foi surpreendida por um golpe no pescoço. O filho mais velho, de 16 anos, tentou impedir o ataque, mas levou um soco e quase foi esfaqueado — só não foi atingido porque a lâmina havia se soltado do cabo.
Depois da tentativa de agressão ao jovem, o homem ainda colocou fogo na residência antes de ser trancado dentro da casa pelos filhos da vítima.
Os adolescentes conseguiram fugir e buscaram ajuda na rua, levando a mãe ferida. Apesar do socorro rápido de moradores, Maria não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Homem que matou companheira foi condenado por feminicídio
O Tribunal do Júri acolheu a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e condenou o réu por homicídio triplamente qualificado — motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio —, além de lesão corporal qualificada e incêndio majorado.
A pena foi fixada em 36 anos, 7 meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, mais 3 meses de detenção. O crime foi agravado por ter sido cometido na frente dos filhos da vítima.
O Promotor de Justiça Juliano Bitencourt Pinter afirmou que o caso “expôs a face mais cruel da violência de gênero”. Segundo ele, “a condenação representa não apenas a punição do réu, mas também um recado claro de que a sociedade não tolera mais esse tipo de crime”.
Gabrielly Gomes Ramos, amiga da família, acompanhou o julgamento e comentou: “Não vou dizer que o sentimento é de alívio, porque não consigo nem expressar em palavras o que ainda sentimos pela perda dela. […] Mas saber que pelo menos a Justiça vai ser feita, que ele foi condenado pelo que ele fez, já nos deixa melhores”.
O homem permanece preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade.
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