Homem é preso após confessar ter jogado ex-companheira de penhasco
Vítima caiu de aproximadamente 50 metros na Serra do Rola-Moça
• Atualizado
O homem que jogou a ex-companheira de um penhasco de cerca de 50 metros na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, foi preso na terça-feira (26) e confessou o crime. A vítima, de 41 anos, passou após mais de 24 horas desaparecida e foi resgatada com vida em uma área de difícil acesso.
Segundo a polícia, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, admitiu ter sequestrado a ex-companheira e a levado até a região do Jardim Canadá, onde a jogou do penhasco. Em depoimento, ele também afirmou que usou um canivete para intimidá-la antes da ação. Ele foi preso em Várzea da Palma, a mais de 300 km da capital mineira, após ser monitorado por câmeras de rodovia.
A vítima, Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, havia se separado do agressor em fevereiro, após mais de 10 anos de relacionamento. O casal tem uma filha de 9 anos. Dias antes do crime, ela havia solicitado medida protetiva contra o homem.
Desaparecimento e sequestro
Na manhã de segunda-feira (25), Ana Cláudia desapareceu após sair de casa para levar a filha mais nova à escola, no bairro Pindorama, em Belo Horizonte. Segundo a família, ela relatou que encontrou o ex-companheiro no trajeto.
Durante o sequestro, conforme relato do próprio suspeito, ele obrigou a vítima a entrar no carro e a levou até a região do penhasco. No veículo dele, a polícia encontrou um canivete, diversas facas e quatro celulares, sendo um deles envolvido em papel alumínio, o que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento.
As buscas mobilizaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. O carro do suspeito foi rastreado por câmeras em rodovias, o que ajudou a localizar o homem no interior do estado.
O resgate de Ana Cláudia aconteceu após mais de 24 horas. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela sofreu duas quedas: uma de cerca de 10 metros e outra de aproximadamente 40 metros, em terreno íngreme. Mesmo ferida, ela conseguiu subir cerca de 10 metros até o ponto onde foi encontrada pelos militares.
Ela foi levada consciente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. De acordo com a família, o estado de saúde é estável, com ferimentos leves, incluindo pequena fratura no nariz, arranhões no rosto e hematomas nas pernas.
Relato da família
A filha mais velha da vítima, Thaine Heloísa Rodrigues de Souza, afirmou nas redes sociais que a sobrevivência da mãe foi um “milagre” e pediu justiça.
“Só quero que a justiça seja feita, só quero isso. Que minha mãe possa viver a vida dela em paz, porque, de fevereiro para cá, a gente estava vivendo um verdadeiro inferno. Que minha família possa viver em paz e que ele pague por tudo que já fez”, disse.
Ela também relatou que conseguiu falar com a mãe no hospital e afirmou que a família vive um momento de alívio após o resgate.
O suspeito permanece preso e o caso segue sob investigação. A defesa dele não foi localizada até o momento.
*Com informações de Estadão.
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