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quadra de esportes

Mães de autistas denunciam pelas redes sociais humilhação da GMF

Duas famílias estariam em um espaço de areia quando guardas municipais de Florianópolis teriam ido ao local e determinado que eles deixassem a quadra

• Atualizado

Redação

Por Redação

Laryssa Souza e Alyne Vieira utilizaram as redes sociais para, na noite de domingo (6), denunciar humilhações que os filhos diagnosticados com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) teriam sofrido em uma quadra de esportes em Florianópolis. As duas famílias estariam em um espaço de areia quando guardas municipais de Florianópolis teriam ido ao local e determinado que eles deixassem a quadra. Segundo a família, os guardas teriam afirmado que eles não estavam jogando o que era determinado para o local, a prática de “preferencialmente futevôlei”.

“O dia terminou da forma mais horrível que uma mãe de pessoa com deficiência nesse país, poderia ter. Fomos humilhados e constrangidos pela Guarda Municipal de Florianópolis, na frente de pessoas que nos ameaçaram para deixarmos a quadra e chutaram a nossa bola no meio da avenida”, escreveu Laryssa, mãe de Pedro.

Em uma postagem compartilhada nas redes sociais, Laryssa e Alyne expuseram para seus seguidores que não foram os amigos e familiares que acionaram a Guarda Municipal e solicitam que os guardas se capacitem sobre os direitos de pessoas com autismo. “Estávamos em uma quadra pública, onde estávamos entre amigos e familiares, jogando da forma que nossos filhos autistas podiam jogar. Não era vôlei, não era futevôlei, não era beach tênis. Estávamos praticando atividade física com nossos filhos e amigos, jogando uma bola de um lado para o outro e fomos escorraçados pela sociedade e humilhados pela Guarda Municipal, que chegou ao local e teve o despreparo de dizer que eu estava usando da deficiência para não cumprir a regra, que era jogar futevôlei”, afirmaram as mães.

Alyne, que é neuropsicopedagoga, expos ainda que seu filho perguntou se seria preso após a situação envolvendo os guardas. “Vocês que me acompanham sabem que eu tenho que insistir para ele sair de casa. Ele não tem amigos, por isso tem que jogar bola com os pais… nunca mais vou conseguir tirar ele de casa para isso”, disse Alyne. “Não vamos recuar. Vamos brigar até o fim pelo direito dos nossos filhos de ocupar espaços públicos”, acrescentou.

O secretário de Segurança de Florianópolis, Araújo Gomes, se manifestou nos comentários da postagem afirmando que a Guarda Municipal tem atuado de forma consistente. “Vou verificar o que ocorreu, dando retorno assim que o fizer. De qualquer forma, independente do caso concreto, a Guarda Municipal tem ordens e protocolos voltados para a relação humanizada com o cidadão, levando em conta suas diferenças e demandas. Neste sentido, também me empenharei para que as normas de uso destes espaços respeitem estes princípios”, informou o secretário.

Ainda nesta semana, a Prefeitura deverá publicar uma normativa específica, assim como fazer um treinamento focado em atuações relacionadas à pessoas com deficiência. “Já fiz contato com a Alyne disponibilizando meu contato pessoal e convidando a acompanhar e colaborar (a partir de sua experiência) deste processo de revisão e melhoria dos processos envolvidos”, garantiu o secretário coronel da Reserva Araújo Gomes

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