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Ciência

JBS fecha parceria com a UFSC para pesquisas sobre carne de laboratório

A proteína cultivada não precisa do abate animal

• Atualizado

Redação

Por Redação

Assinatura do documento envolveu egressos da UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC
Assinatura do documento envolveu egressos da UFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a JBS Biotech Innovation Center assinaram na segunda-feira (20), um protocolo de intenções para o desenvolvimento de ações conjuntas voltadas para pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de biotecnologia de alimentos, em especial para a produção de proteína cultivada.

O documento foi assinado pelo reitor, Irineu Manoel de Souza, e pelo CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, egresso do curso de Engenharia Mecânica da UFSC.

A proteína cultivada é basicamente um produto obtido através da multiplicação celular induzida a partir de uma pequena quantidade de células retiradas de um animal, sem necessidade de abate. As pesquisas têm o objetivo de chegar a um produto com textura e propriedades nutricionais semelhantes aos da proteína animal convencional.

A UFSC é primeira universidade a integrar a rede de colaboração que o JBS Biotech Innovation Center pretende formar com com instituições científicas e universidades públicas e privadas no Brasil. Os pesquisadores da Universidade poderão usar as instalações do Centro de Inovação da JBS para conduzir seus trabalhos científicos. O prédio está em construção no Sapiens Parque, em Florianópolis, com previsão de entrega para 2024, e deverá ser a maior instituição privada de pesquisas em biotecnologia de alimentos do Brasil.

Vanguarda de biotecnologia

O executivo Gilberto Tomazoni afirmou que a criação do Centro de Inovação e as parcerias com instituições de pesquisa fazem parte de um esforço para que o Brasil possa acelerar e estar na vanguarda da biotecnologia. Ele mencionou a importância de o País desenvolver uma tecnologia própria, para poder competir com países que estão muito avançados nesta área, como Estados Unidos e Israel.

O professor Irineu mencionou que em muitas viagens e eventos tem encontrado egressos da UFSC em posições de liderança, desde ministérios e órgãos de governo a entidades de classes, organizações e empresas. Ele reiterou que a atual gestão definiu como uma diretriz de atuação a aproximação com todos os setores da sociedade, incluindo parcerias com empresas privadas.

O CEO da JBS afirmou que estava muito feliz em retornar à Universidade, onde fez graduação, um período considerado por ele como “muito importante para a minha vida e minha carreira”. Ele ressalta que o convênio entre as organizações vai propiciar o desenvolvimento da biotecnologia e contribuir para o enfrentamento da insegurança alimentar, que hoje atinge quase um terço da população mundial.

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Jacques Mick, afirmou que o convênio poderá resultar em um crescimento conjunto da Universidade e da companhia. Ele ressalta que as pesquisas a serem desenvolvidas terão caráter multidisciplinar, sendo inicialmente conduzidas pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Alimentos, um dos programas de excelência da Universidade (nota 7 da Capes na última avaliação) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA). Além dos insumos básicos para o desenvolvimento de proteína cultivada, a UFSC poderá também realizar estudos sobre a aceitação dos novos produtos pelos consumidores.

O presidente do JBS Innovation Center, Luismar Porto, disse que a escolha da JBS por Florianópolis para instalação do centro de pesquisas não foi por acaso, ressaltando o potencial da cidade no desenvolvimento científico e tecnológico.

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