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Fala polêmica

‘Já enterraram?’: padre pode pagar multa se não pedir desculpas por fala sobre Preta Gil

Retratação deverá ser feita em missa transmitida no YouTube, no mesmo canal das falas

• Atualizado

Redação

Por Redação

‘Já enterraram’ padre pode pagar multa se não pedir desculpas por fala sobre Preta Gil – Imagem: redes sociais
‘Já enterraram’ padre pode pagar multa se não pedir desculpas por fala sobre Preta Gil – Imagem: redes sociais

O padre Danilo César terá que fazer um pedido público de desculpas após ser denunciado por intolerância religiosa contra a cantora Preta Gil, que morreu em julho de 2025. O acordo judicial foi firmado no dia 11 de abril e estabelece prazo de 30 dias para o cumprimento da medida. Caso descumpra, o sacerdote deverá pagar multa de R$ 370 mil.

A decisão ainda depende de homologação da Justiça. A retratação deverá ser feita durante uma missa transmitida pelo canal da Paróquia de Areial no YouTube, o mesmo ambiente em que ocorreram as declarações que motivaram o processo.

A ação foi movida após falas do sacerdote durante uma missa transmitida ao vivo no ano passado. Na ocasião, ele ironizou uma oração feita por Gilberto Gil aos orixás, divindades do candomblé e da umbanda, e questionou, em tom de deboche: “Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”.

Além disso, o padre também fez ameaças direcionadas a fiéis que recorrem a essas religiões, afirmando: “Eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia seguinte, quando acordar lá no inferno, você não sabe o que vai fazer”.

Diante das declarações, a família da cantora acionou a Justiça pedindo indenização por danos morais, com base nas leis que tratam do racismo religioso. Segundo a advogada Layanna Piau, que representa a família, as falas ultrapassaram os limites da liberdade religiosa e configuraram discurso de ódio contra religiões de matriz africana.

Na notificação judicial, Gilberto Gil classificou a atitude do padre como um “enorme desrespeito”, destacando que, em um momento de luto, o religioso teria manchado a memória e a honra de Preta Gil.

O processo corre em segredo de Justiça. Até o momento, nem o padre Danilo César nem a Diocese de Campina Grande se manifestaram oficialmente sobre o caso.

*Com informações de AratuOn

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