Greve dos bancários: categoria faz paralisação nesta quinta-feira (20)
Movimento nacional cobra aumento real, valorização da PLR e melhores condições de trabalho
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Bancários de todo o Brasil fazem uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), envolvendo trabalhadores de bancos públicos e privados. A categoria cobra aumento real de salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales-refeição e alimentação e do piso salarial.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a paralisação foi aprovada por 90% dos bancários nas assembleias realizadas pelos sindicatos de todo o país.
O movimento ocorre durante as negociações entre os trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Até o momento, segundo a Contraf-CUT, os bancos não apresentaram uma proposta de índice de reajuste.
Greve dos bancários acontece após recuo dos bancos
Na terça-feira (18), a Fenaban retirou propostas de reajustes por faixas salariais depois que 97% da categoria rejeitou as sugestões apresentadas anteriormente.
Entre as propostas retiradas estavam a divisão dos reajustes de acordo com faixas salariais, a diferença nos valores dos vales-refeição e alimentação entre cidades maiores e menores e o congelamento do piso de ingresso para novos bancários.
Apesar do recuo, os bancos não apresentaram um índice de reajuste, segundo a Contraf-CUT.
A entidade também afirma que a Fenaban pediu a suspensão da paralisação desta quinta-feira, mas o Comando Nacional dos Bancários recusou.
O que os bancários reivindicam?
Entre os principais pedidos da categoria estão:
- aumento real de salários;
- valorização do piso salarial;
- aumento dos vales-refeição e alimentação;
- valorização da PLR;
- criação de um piso para trabalhadores de tecnologia da informação;
- suspensão das demissões no setor;
- qualificação e requalificação dos trabalhadores;
- indenização adicional em casos de demissão.
Os bancários também cobram a manutenção da chamada ultratividade, que mantém os direitos previstos na convenção coletiva enquanto um novo acordo não é firmado.
Quando será a próxima negociação?
As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban serão retomadas na segunda-feira (24).
Antes disso, a Federação Nacional dos Bancos terá uma reunião com representantes do setor nesta sexta-feira (21) para alinhar uma proposta global, conforme informado à Contraf-CUT.
Até o momento, não foi apresentado um índice de reajuste aos trabalhadores.
Categoria cita lucro de R$ 171 bilhões dos bancos
A Contraf-CUT afirma que os bancários ajudaram a construir um lucro de R$ 171 bilhões dos bancos em 2025.
Segundo os dados apresentados pela entidade, o patrimônio líquido do setor bancário chegou a R$ 1,2 trilhão no ano passado. A Contraf-CUT também aponta que o lucro anual por empregado nos bancos é de aproximadamente R$ 438 mil.
A entidade ainda cita a redução da participação dos trabalhadores nos lucros. Segundo a Contraf-CUT, os bancos privados distribuíam, em 1995, um percentual de PLR que chegava a 14%. Em 2025, a média teria ficado em 5,9%.
Nos bancos públicos, os percentuais são diferentes. A Caixa teria atingido 15% da convenção coletiva, enquanto o Banco do Brasil chegou próximo desse índice, com 11%, de acordo com a entidade.
Greve dos bancários é de 24 horas
A paralisação nacional ocorre nesta quinta-feira (20) e tem duração prevista de 24 horas.
A categoria afirma que o movimento busca pressionar os bancos por uma proposta de reajuste e avanços nas demais reivindicações.
A Contraf-CUT defende aumento real, valorização da PLR e dos benefícios e melhores condições de trabalho para os bancários.
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