O lado sombrio de Floripa vira filme de terror e chega aos cinemas em maio
A trama tem terror e fantasia, o longa revisita mitos e lendas populares da Ilha de Santa Catarina
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Já pensou um filme de terror e fantasia, mas com a identidade catarinense? Então, há lugares que parecem tranquilos à primeira vista, até que algo começa a sair do controle. Em um prédio comum, cercado por paisagens paradisíacas, o medo ganha forma entre vizinhos, corredores e histórias mal explicadas. É nesse contraste entre o belo e o perturbador que o longa “Edifício Bonfim” constrói sua narrativa: um mergulho no terror fantástico que nasce no coração da chamada Ilha da Magia.
Dirigido por Lígia Walper e totalmente rodado em Florianópolis, o filme estreia no dia 7 de maio em salas da capital catarinense, além de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. A produção é da Walper Ruas Produções, com distribuição da Panda Filmes.
Um filme Manezinho
A trama tem terror e fantasia, o longa revisita mitos e lendas populares da Ilha de Santa Catarina. Bruxas, criaturas sobrenaturais e serial killers passam a rondar o cotidiano dos moradores do fictício Edifício Bonfim, onde histórias se cruzam após uma reunião de condomínio que desencadeia eventos macabros, ataques e mortes.
A narrativa se desenvolve a partir de três tramas principais “Criatura”, “Trilha da Costa” e “Formando”, que se entrelaçam ao longo do filme, criando uma atmosfera que transita entre o suspense policial, o drama e até toques de comédia.
Premiado antes da estreia
O filme já conquistou reconhecimento. “Edifício Bonfim” foi premiado como melhor filme brasileiro e garantiu o prêmio de melhor atriz para Gabi Petry no Djanho Fantástico Festival Internacional de Cinema de Curitiba, um dos principais eventos do gênero no país.
Florianópolis se transforma em personagem. Imagens aéreas destacam cartões-postais como a Lagoa da Conceição, a Ponte Hercílio Luz e a Praia de Itaguaçu, criando um contraste entre a beleza natural e o clima sombrio da trama.
A trilha sonora traz ainda mais essa identidade local, com composições de Carlos Trilha e Murilo Valente, além de músicas da banda Dazaranha. Segundo a diretora, o filme mergulha no universo pesquisado por Franklin Cascaes, conhecido por catalogar histórias, crenças e superstições da cultura açoriana em Florianópolis.
A proposta é misturar realidade, fantasia e elementos oníricos para provocar estranhamento no espectador. “A ideia é permitir que o público se abra ao bizarro e ao inexplicável”, destaca Lígia.
Estreia como diretora de longa
Reconhecida por trabalhos como Netto Perde sua Alma e Brizola, Tempos de Luta, Lígia Walper estreia na direção de um longa-metragem para o cinema já com prêmios no currículo.
O projeto reúne uma equipe familiar e experiente: o roteiro é assinado por Tabajara Ruas, em parceria com Cesar Alcázar, Duda Falcão e Christopher Kastensmidt, enquanto a codireção e montagem ficam por conta de Tomás Walper Ruas.
Elenco e produção
O elenco é formado exclusivamente por atores catarinenses, incluindo nomes como Gabi Petry, Vinícius Wester, Sandro Maquel, Welington Moraes e Sarah Motta.
Com 87 minutos de duração e classificação indicativa de 18 anos, o longa aposta em uma estética que combina o urbano com o sobrenatural, transformando um edifício comum em palco de histórias perturbadoras.
“Edifício Bonfim” acompanha os moradores de um prédio em Florianópolis envolvidos em situações dramáticas e aterrorizantes, com sequestros, bruxas e assassinos em série cruzando seus destinos. (Veja o trailer)
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