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Paralisação

Entidades se manifestam sobre greve dos servidores de Florianópolis

Servidores entraram em greve por tempo indeterminado em assembleia na tarde de quarta-feira (09),

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Sintrasem | DIvulgação
Foto: Sintrasem | DIvulgação

Após os trabalhadores da saúde, da assistência social, da Comcap, da educação e de outros setores da PMF entrarem em greve por tempo indeterminado em assembleia na tarde de quarta-feira (09), diversas entidades catarinenses publicaram nota se manifestando sobre a paralisação.

Em nota, a CDL de Florianópolis afirma que a greve é “inoportuna, irresponsável e flagrantemente ilegal”. Além disso, apoia que a Prefeitura precisa agir com o máximo rigor. “Não satisfeitos com o que já têm no contracheque (situação oposta a de boa parte da população economicamente ativa), eis que novamente a cidade é feita de refém para que esses grevistas, interrompendo serviço público essencial, pleiteiem a concessão de mais privilégios”, afirma a nota.

Já a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) afirma que “Os cidadãos estão à mercê de uma ação impensável diante do quadro socioeconômico da cidade”. “A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) pede que a Prefeitura Municipal não ceda a pressões espúrias e insensíveis e que procure por opções com urgência”, finaliza a nota.

TJSC decide que greve dos servidores de Florianópolis é ilegal

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu medida liminar pedida em ação da Prefeitura de Florianópolis e considerou a greve do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Municipal de Florianópolis (Sintrasem) ilegal. A decisão da Desembargadora Sonia Maria Schimitz foi divulgada no início da noite de quinta-feira (10).

A concessão tutela de urgência torna a paralisação ilegal e suspende imediatamente a greve. Assim, todos os servidores das áreas da saúde, educação, assistência social e limpeza urbana deve retornar às atividades.

A liminar também determina que o sindicato e servidores não podem o acesso aos prédios e que manifestações podem acontecer numa distância mínima de 450 metros dos locais, para não afetar a continuidade dos serviços.

A decisão da desembargadora também autoriza que o município desconte os dias não trabalhados pelos servidores grevistas.

Caso a medida seja descumprida, o sindicato, dirigentes e os grevistas podem ser multados em R$ 100 mil por dia.

CONFIRA AS NOTAS NA ÍNTEGRA

Confira a nota da CDL de Florianópolis na íntegra

O calendário de aporrinhações ao cidadão que mora e/ou trabalha na Capital parece ter iniciado com antecedência, à medida que testemunhamos mais uma paralisação inoportuna, irresponsável e flagrantemente ilegal, mais uma vez motivada por profissionais que deveriam estar prestando serviços à população nas áreas de educação, saúde, assistência social e coleta de resíduos.

Não satisfeitos com o que já têm no contracheque (situação oposta a de boa parte da população economicamente ativa), eis que novamente a cidade é feita de refém para que esses grevistas, interrompendo serviço público essencial, pleiteiem a concessão de mais privilégios.

Ignoram solenemente, todavia, que o custo para bancá-los passou do limite do insuportável, não havendo mais qualquer condição para que o Poder Público queira expropriar do cidadão o que ele já não tem a fim de apaziguar agitadores profissionais fantasiados de sindicalistas.

Nesse vale-tudo em que os perdedores sempre são os cidadãos e as empresas que ajudam a manter de pé a economia da Capital, pouco importa a esses agitadores se tivermos que chafurdar no lixo, ou nossas crianças fiquem sem aulas ou, ainda, desprovidas de assistência à saúde. Francamente, Florianópolis merece isso?

A Prefeitura precisa agir com o máximo rigor a fim de obstar mais essa transgressão à lei. Precisa, além disso, intensificar seus esforços de racionalização da pesada e incongruente máquina pública, de modo a direcionar a aplicação dos recursos ao que realmente é necessário para o cidadão, em vez de comprometer seu fragilizado caixa com o custeio de privilégios imerecidos.

Por fim, há de se ter coragem para efetivar uma verdadeira reforma nos alicerces do serviço público municipal, a fim de remunerar adequadamente o bom servidor e punir exemplarmente aqueles que, convenientemente escudados na estabilidade funcional, promovem toda sorte de transtornos apenas e tão somente para engordarem seus vencimentos. Se de um lado falta vontade política, de outro há, de sobra, apoio popular para que a cidade risque de seu calendário anual esses lamentáveis eventos.

Confira a nota da ACIF na íntegra

Justamente quando os estudantes da rede municipal de ensino voltariam às aulas e, principalmente, no momento em que a população mais precisa do serviço público, os servidores da Prefeitura da Capital, em um movimento orquestrado, entraram em greve por tempo indeterminado. Os cidadãos estão à mercê de uma ação impensável diante do quadro socioeconômico da cidade.

A saúde, a educação, a assistência social e, mais uma vez, a Comcap estão com suas atividades comprometidas. Serviços essenciais foram suprimidos repentinamente dos florianopolitanos. Sem negociação, sem aviso e sem preocupação com o todo.

A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) pede que a Prefeitura Municipal não ceda a pressões espúrias e insensíveis e que procure por opções com urgência. E que atue proativamente, começando por efetivar a mudança do modelo de coleta pela Comcap, permitindo à população se ver livre dessa corrente que a pune sem medir consequências a cada ano, no mínimo.

A sociedade está cansada do ‘toma lá dá cá’ de um sindicato que pensa somente em suas próprias benesses.

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