‘Dia sem Esmola’ propõe novo olhar sobre pessoas em situação de rua na Capital
A iniciativa tem como objetivo mostrar outras formas de ajudar uma pessoa em situação de vulnerabilidade
• Atualizado
Uma ação organizada pela Aliança por Floripa, com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) e Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), está movimentando o Centro da Capital nesta terça-feira (5). O “Dia sem Esmola” busca conscientizar a população sobre como ajudar pessoas em situação de rua.
A iniciativa tem como objetivo mostrar outras formas de ajudar uma pessoa em situação de vulnerabilidade, desincentivando a doação da clássica “moedinha”.
“Essa cultura de esmola, infelizmente, acaba acorrentando as pessoas às ruas. Porque hoje, uma pessoa em situação de rua consegue R$ 200, R$ 300 em duas, três horas. Se isso ainda resolvesse a vida dela, a gente ficaria feliz, só que não. A nossa verdade, a nossa realidade mostra que esse dinheiro acaba indo para as drogas e acaba indo para o álcool. Ou seja, quando você dá esmola, você tá financiando o vício”, disse o presidente do Conseg Centro, Rodrigo Marques, em entrevista ao SCC SBT.
‘Dia sem Esmola’ em Florianópolis
O programa Aliança por Floripa, que idealiza a ação, trabalha com a reintegração de pessoas em situação de rua por meio do trabalho remunerado.
Entre as muitas histórias inspiradoras que a iniciativa traz, uma é a do Paulo Marcos, que atualmente trabalha como zelador. Ele, assim como muitos, foi uma das pessoas que conseguiu sair da rua com ajuda do Aliança por Floripa.
“Então, ali eles têm oficinas de trabalho, ofereceram pra mim ficar apto a empregar no mercado de trabalho”, disse.

Segundo Paulo, hoje ele tem uma casa própria, consegue ajudar na pensão da filha, e conseguiu abandonar os vícios em drogas e bebidas. Atualmente, além de trabalhar no projeto, ele também colabora em um restaurante durante o fim de semana.
“Graças à Aliança, hoje eu tenho meu próprio canto, meu próprio lar. Eu consigo, não é muito, mas eu consigo ajudar a mandar o dinheiro pra pensão da minha filha. Eu consigo me virar, com o salário que ganho”, contou o zelador.
Conscientização
Ao ser questionado sobre a questão das esmolas, Paulo disse que o ato faz com que a pessoa continue mais tempo na rua. “Se ao invés de dar esmola, dar uma oportunidade pra essa pessoa, quem realmente quer mudar de vida vai ver que está sendo apoiado e vai conseguir mudar totalmente”, explicou.
Leia Mais
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO