O que é um fenômeno anômalo não identificado? Entenda após caso de OVNI no Paraná
Vídeo gravado no interior do Paraná chamou a atenção de especialistas
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Um fenômeno anômalo não identificado (UAP) é a classificação usada para eventos observados no céu que ainda não possuem uma explicação científica conclusiva.
O termo voltou a chamar atenção após um vídeo gravado no interior do Paraná mostrar luzes misteriosas sobre uma área de mata fechada, levantando hipóteses sobre um possível OVNI e mobilizando especialistas.
De acordo com informações divulgadas pelo SBT News, o material está sendo analisado pelo Departamento de Astronomia do Observatório Cosmos, ligado ao Museu de Ufologia, História e Ciência.
Segundo o professor Hernan Mostajo, diretor do museu e do observatório, não foram encontrados indícios iniciais de manipulação das imagens, uso de inteligência artificial ou adulteração do vídeo.
“Não há nada que indique, neste primeiro momento, que a imagem tenha sido manipulada, adulterada ou criada por inteligência artificial. Essa hipótese já foi descartada inicialmente”, afirmou o pesquisador ao SBT News.
Ainda segundo o especialista, drones, balões meteorológicos, satélites e lixo espacial também não aparecem como explicações prováveis para o fenômeno observado.
O que é um fenômeno anômalo não identificado?
O termo fenômeno anômalo não identificado (UAP, na sigla em inglês para Unidentified Anomalous Phenomena) é utilizado para descrever eventos observados no céu que não podem ser imediatamente identificados como aeronaves conhecidas, fenômenos naturais ou objetos já catalogados pela ciência.
Segundo definição da Nasa divulgada pela National Geographic, os UAPs são “observações de eventos no céu que não podem ser identificados como aeronaves ou fenômenos naturais conhecidos de uma perspectiva científica”.
A expressão passou a ser adotada nos últimos anos em substituição ao tradicional termo OVNI (Objeto Voador Não Identificado).
A mudança ocorreu porque muitos relatos inicialmente classificados como OVNIs acabavam sendo explicados posteriormente como planetas, estrelas, cometas, satélites, foguetes ou outros fenômenos naturais. Como nem todos os casos envolvem necessariamente um objeto físico, a nomenclatura foi ampliada para “fenômeno anômalo”.
Especialistas destacam que a classificação como UAP não significa automaticamente a existência de tecnologia extraterrestre. Na prática, o termo apenas indica que o fenômeno observado ainda não possui uma explicação conclusiva.
O que chamou a atenção dos especialistas?
Segundo Hernan Mostajo, diversos fatores tornam o caso incomum.
O objeto aparenta permanecer sobre a vegetação sem apresentar trajetória de queda ou deslocamento semelhante ao de satélites. Além disso, a região onde ocorreu o registro é composta por mata fechada, o que dificultaria a operação de drones.
Outro elemento citado pelo pesquisador envolve o relato do próprio influenciador. Mayk Leão afirmou conhecer bem a área e disse não existir estradas, residências ou fontes de iluminação próximas ao local onde as luzes foram observadas.
Ele também relatou comportamentos considerados incomuns por parte dos animais da região horas antes do avistamento.
Segundo o especialista, animais costumam ser sensíveis a alterações ambientais e frequentemente percebem mudanças de temperatura, vibrações e outros fenômenos antes dos seres humanos.
Mistério segue sem resposta
Outro detalhe observado nas imagens é que as luzes aparecem e desaparecem pouco tempo depois.
De acordo com o pesquisador, isso pode ter diversas explicações, desde a simples perda do objeto do campo de visão até limitações da câmera do celular ou da própria visão humana para captar determinados níveis de luminosidade.
Por enquanto, os especialistas evitam conclusões definitivas.
“Até o momento, estamos diante de um fenômeno raríssimo, autêntico e ainda desconhecido nesta fase preliminar da análise”, afirmou Hernan.
A investigação das imagens continua e, até agora, o fenômeno segue sem uma explicação conclusiva.
*Com informações do SBT News e da National Geographic.
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