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Maria Ester

Jornalista, apresentadora do SBT Meio-dia e especialista em Gestão de Comunicação.

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Maria Ester

Vamos falar sobre empatia?

“Enquanto as pessoas se distanciam por meio de preconceito e julgamento, a empatia cria laços que as aproximam, mesmo que de uma maneira virtual"

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Vamos falar sobre empatia?
Foto Pixabay

A busca pela palavra empatia teve um aumento de 450% nas pesquisas do Google nos últimos meses. É, parece que as pessoas estão querendo entender mais sobre “a ação de se colocar no lugar do outro, a fim de entender seus sentimentos, sua forma de pensar e agir” – essa é a definição que encontramos nos dicionários. Olhando assim parece simples, não é mesmo? Mas não é. E se fosse, não estaríamos vivendo um boom de propagação de ódio e de imposição de ideologias durante a pandemia, no mundo todo, principalmente nas redes sociais.

São inúmeros estudos, pesquisas, dados que comprovam. Uma publicação da revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America) aponta que grande parte dos usuários da internet apenas querem reforçar seus interesses, suas opiniões e ignorar as adversidades. Atacando, automaticamente, qualquer ideia que vá contra esses princípios. Com as pessoas em casa, em quarentena, mergulhadas em seus computadores, tablets e smartphones, a pandemia criou um momento ainda mais propício para a disseminação dessas opiniões, desses sentimentos. 

Narcisismo

Um vídeo famoso do professor e filósofo Leandro Karnal intitulado “Empatia” – que eu já recomendo a todos vocês leitores – fala que a humanidade vive o narcisismo disparado. Apesar de não ter sido publicado tão recentemente, cabe como uma luva para a situação atual.

“Ninguém escuta ninguém, é uma concorrência permanente. O que eu digo para o outro é que ele tem que ser igual a mim”.

No mesmo material, Karnal relata sobre a barreira epistemológica, um termo complicado para explicar que existe sim um bloqueio que não permite que uma pessoa tenha total entendimento sobre o que se passa com o outro. Isso já leva a entender que nem sempre a empatia é algo fácil de se praticar, não há uma garantia que você vá sentir o que o outro sente. Pelo contrário. O estudioso afirma que “é um esforço entender o diferente, é um exercício permanente, é fazer prevalecer a ética. Empatia é fruto de consciência e sabedoria”.

Web terra de ninguém

E quando falamos em redes sociais, existe a ideia do anonimato e a falsa impressão que a web é terra de ninguém. Portanto, um espaço muito mais fácil de expressar um descontentamento, de enviar uma ofensa, de praticar o bullying, os tão falados “cancelamentos” e de deixar de lado a empatia.  “O resultado disso é uma sociedade cada vez mais desumana, individualista, egocêntrica, que causa dor tanto em si quanto no outro. Impactos que afetam diretamente a autoestima, a saúde mental e emocional de quem é alvo. Só reforça como precisamos trabalhar o resgate da nossa essência”, explica a terapeuta Camila Custódio. 

Por outro lado, as mídias online podem ser uma ferramenta facilitadora das relações humanas, de difundir conhecimento, de praticar o altruísmo e a solidariedade.

“Enquanto as pessoas se distanciam por meio de preconceito e julgamento, a empatia cria laços que as aproximam, mesmo que de uma maneira virtual”, reforça Custódio.

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