Roberto Azevedo

O jornalista Roberto Azevedo tem 39 anos de profissão, 17 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira, dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina.


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Obras nos municípios

Expectativa entre os prefeitos é aceno de recursos por Jorginho no “+ perto de você”

A maioria quer resolver o gargalo do Plano 1000, instituído por Moisés

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Eduardo Valente/Secom
Eduardo Valente/Secom

No segundo dia de lançamento do Santa Catarina Levada a Sério + perto de você, na região Oeste, o governador Jorginho Mello (PL) levou adiante, nesta sexta-feira (12), a proposta de conversar com prefeitos da Associação dos Municípios do Oeste de SC (Amosc).

No dia anterior foi a vez dos prefeitos da Associação dos Municípios do Alto Irani (AMAI), em Xanxerê, para estabelecer prioridades, mas a questão entre os prefeitos ainda é destravar a continuidade do Plano 1000, da administração de Carlos Moisés (Republicanos) com o novo rótulo.

Jorginho aterrissou com informações de investimento de R$ 251,8 milhões até 2026 na eletrificação, mais R$ 5 milhões em segurança pública e sistema prisional, ainda acrescentou que usará restos de um financiamento de R$ 1,7 bilhão, autorizado pela Assembleia junto ao Banco Mundial (Bird), em 2020, cerca de R$ 1 bi, para a conservação de estradas estaduais.

A pergunta de quando será resolvida o repasse dos recursos das obras, a maioria iniciada pelo PIX de Moisés, ainda figura entre as demandas prefeitos, preocupados com as cobranças da população local e até mesmo da possível quebradeira que possa trazer às empreiteiras contratadas para a execução.

Conversar será só a primeira parte, na opinião dos prefeitos

Os relatos são recorrentes, de Leste a Oeste, Sul a Norte, como no caso de pelo menos dois ouvidos pela coluna na Grande Florianópolis: Eduardo Freccia (Podemos), de Palhoça; e Salmir da Silva (MDB), de Biguaçú.

A conversa é importante, mas enquanto Jorginho e Moisés trocam farpas e contrapõem dados sobre folga financeira ou não dos cofres do Estado, eles sugerem ações práticas para zerar o que definiria o fim das obras, sob pena de ter que entrar no redemoinho de termos aditivos e substancial aumento no valor dos serviços, o que, em alguns casos, inviabilizaria a conclusão.

A burocracia que deve ser estabelecida a partir da recomendação do Ministério Público Estadual, que não aceita a maneira do repasse como era feita na administração anterior, e sim por convênio, com aval do Judiciário e até do Tribunal de Contas, é outra preocupação dos prefeitos.

Afinal, são os mandatários que estão sentados no barril de pólvora, ouvem cobranças e batidas na porta dos gabinetes todos os dias, e agora aguardam a manifestação seguinte, pois foi o governo do Estado que anunciou uma melhora significativa na arrecadação no mês de abril, por esforço fiscal, de acordo com a Secretaria da Fazenda, sem considerar o impacto que haverá com o reajuste da alíquota de 17% para 25% sobre os combustíveis, por exemplo.

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