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Gustavo Maresch

Bacharel em Gastronomia e mestre em Turismo e Hotelaria. Atualmente é professor e coordenador de curso na área da Gastronomia no IFSC.

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Gustavo Maresch

Qual a importância da safra no rótulo dos vinhos?

Muito mais do que uma indicação de época e de idade, a safra pode ser determinante para a escolha do vinho.

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Qual a importância da safra no rótulo dos vinhos?
Fonte: Pexels

Muito mais do que uma indicação de época e de idade, a safra do vinho pode ser determinante em fazer o preço de um vinho aumentar ou diminuir, da mesma forma que sua procura. Entenda mais sobre isso nas próximas linhas!

O que é a safra?

Safra, também chamada de vindima, é o ano em que as uvas foram colhidas e, consequentemente, delas foram elaborados os vinhos. Em situações ditas normais, como comentamos neste artigo, a videira tem ciclo anual, produzindo frutos no verão. Assim, por exemplo, a safra 2022 ocorrerá, em casos de clima temperado, como é o de origem da videira, no verão de 2022. Note que, assim, tem-se uma safra ao ano.

Além de declarar o ano de elaboração, o que mais nos conta a safra?

A safra nos conta muitas coisas. A primeira, óbvia, é o ano de colheita das uvas e elaboração do vinho. Há safras e safras, e a maior parte das regiões vitivinícolas mundiais experimenta variações climáticas ano a ano.

Em alguns casos, como na Serra Gaúcha, isso pode significar uma safra excelente e outra desastrosa, muitas vezes separadas por apenas um ano, como ocorreu recentemente entre 2020 e 2021. Há muitas análises relativizadas sobre 2021, mas o fato é que foi uma safra chuvosa e pouco ensolarada em boa parte do tempo, e os números não nos deixam falar o contrário.

Outra questão é a idade do vinho, também óbvia. Um vinho de 2010 é mais velho do que um de 2015. Porém, é importante saber que diferentes safras originam vinhos com diferentes potenciais de envelhecimento. E aí está a terceira fonte de informações da safra, que, na verdade, é uma conjugação do fator qualidade da safra com idade do vinho, pensando-se no potencial que ele tem para envelhecer.

Por exemplo, se hipoteticamente 2015 fosse uma safra ruim e 2010 uma safra excelente, seria muito provável hoje que um vinho 2015 estaria longe de suas plenas condições sensoriais, ao passo que o 2010 poderia estar exuberante. Julgar previamente um vinho como velho (impróprio) ou amadurecido apenas por analisar sua safra é um exercício que precisa levar em conta as características da safra em questão.

E em outras situações climáticas?

A exploração agronômica das videiras fez até mesmo o que seria considerado impossível naturalmente. Assim, uma planta de clima temperado e ciclo anual já é encontrada produzindo em climas como o tropical, e com mais de um ciclo por ano. Não é o objetivo falar sobre isso aqui, o faremos em uma próxima oportunidade, inclusive porque o assunto é longo.

Esses casos são os que tiram um pouco do caráter óbvio que uma safra tem em um vinho. Isto porque, por exemplo, no Vale do São Francisco, em pleno sertão nordestino, podemos ter dois ciclos da videira em um único ano. Este número não é exato, foi aproximado para simplificar em um número inteiro mínimo.

Há empresas que inclusive elaboram vinhos praticamente durante todo o ano, e a indicação de safra acaba se refletindo pouco sobre em que condições a uva foi colhida, umas vez que representa apenas o ano em que ocorreu, e não a época. Mas essa é uma exceção, até mesmo em ciclos diferenciados da videira.

Caso diferente acontece com o chamado ciclo de inverno no sudeste do Brasil, onde desloca-se o ciclo, através de uma poda suplementar, para produzir uvas no inverno, época de clima mais favorável naquela condição. Embora não se tenham duas safras por ano, ela não ocorre no verão, mas no inverno, e assim devem ser analisadas as variáveis climáticas. No próximo artigo, falaremos sobre os vinhos não safrados. Até lá!

Santé!

por Jucelio K. Medeiros


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