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Coleta seletiva

Florianópolis desponta como cidade mais sustentável do Brasil por meio da destinação adequada de resíduos

Prefeitura de Florianópolis atua em diferentes escalas de tratamento, utilizando diversas tecnologias e métodos de coleta

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: PMF | Divulgação
Foto: PMF | Divulgação

Pequenas atitudes, como a separação correta dos resíduos dentro de casa, são capazes de gerar impactos diretos no meio ambiente. A ação de separar os recicláveis, como plásticos e vidros ou dos resíduos orgânicos, como restos de alimentos frescos, garantem a destinação correta para materiais que poderiam parar no aterro sanitário e geram economia aos cofres públicos. 

Em Florianópolis, cerca de 35% do material destinado ao aterro sanitário é composto por orgânicos, entre restos de alimentos e podas, que podem ser recuperados.  Para auxiliar a população a gerenciar corretamente os resíduos domiciliares, a Prefeitura de Florianópolis atua em diferentes escalas de tratamento, utilizando diversas tecnologias e métodos de coleta.

Por meio do programa Minhoca na Cabeça, a Prefeitura vem fortalecendo o gerenciamento domiciliar de resíduos orgânicos. Além dele, a população pode ainda levar esses materiais a um Ponto de Entrega Voluntária (PEV) de orgânicos, algum dos pátios de compostagem ou à coleta seletiva flex nos bairros onde já existe o serviço. Todos os projetos fazem parte de uma meta do município para se tornar a cidade mais sustentável do país. 

“Além de aumentar a vida útil do aterro sanitário da Grande Florianópolis, uma vez que reduz a quantidade de resíduos enviados para o local, a valorização dos resíduos orgânicos por meio da compostagem gera resultados econômicos e sociais nas comunidades, garantindo uma economia regenerativa. Com todo o gerenciamento adequado, evitamos o descarte irregular e a emissão de gases de efeito estufa”, explica Daiana Bastezini, gerente de Planejamento da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Compostagem doméstica

O programa Minhoca na Cabeça, que funciona desde 2018, é um exemplo colocado em prática pela Prefeitura da Capital. Ele consiste na capacitação para o manejo dos minhocários e a distribuição desses minhocários para realização de compostagem domiciliar, seja em casas ou apartamentos. Segundo a prefeitura, a cada 500 minhocários em atividade, 192 toneladas de orgânicos deixam de ser enviadas ao aterro sanitário por ano, impactando nos gastos em transporte de resíduos ao aterro e reduzindo a emissão de gases de efeito estufa.

O processo de compostagem com minhocas promove maior conscientização para a população da Capital, contribui para a diminuição de resíduos encaminhados ao aterro e impacta ainda na melhoria dos hábitos alimentares. O biofertilizante produzido no processo pode ser um incentivo à produção de alimentos em hortas domiciliares, inclusive em sacadas de apartamentos. 

“Trabalhamos em paralelo a segurança alimentar e nutricional. Não apenas as hortas comunitárias, mas os processos de compostagem mudam os hábitos alimentares, uma vez que as pessoas se preocupam em se alimentar com produtos frescos para depois nutrir as minhocas”, explica Bastezini. 

De acordo com a gerente de planejamento, a compostagem também inspira que a população organize a própria horta, gerando um ciclo de economia regenerativa, com as famílias comprando alimentos, produzindo sua refeição, e o resíduo sendo tratado e utilizado na horta para produzir novos alimentos. 

Durante todo o ano são abertas turmas para a realização do projeto. Interessados devem fazer as inscrições no site www.pmf.sc.gov.br/sistemas/MinhocaCabeca/.

Pátios de compostagem

A Capital foi pioneira na descentralização da compostagem, com remuneração de pátios comunitários. Os pátios, Eduardo Elias Rodrigues (Destino Certo) e Associação de Amigos do Parque Cultural do Campeche (Pacuca), no Campeche, Composta Aí no Morro das Pedras e a microempresa de Francisca Aires Neves, Compostare, no Cacupé,  têm capacidade de processar cerca de 70 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Os resíduos são encaminhados para os locais pela própria população e nos pátios são tratados pelas organizações.

Por cada tonelada recuperada as organizações recebem R$ 156,81. O valor  corresponde ao que a cidade deixa de gastar com transporte e aterramento de rejeito, mais remuneração pelo serviço de responsável técnico para acompanhamento, operação, licenciamento e elaboração de relatórios de pátio de compostagem. 

“Esse tipo de econegócio permite à cidade ter novos pontos de destino final adequado para resíduos orgânicos. Na prática, aplicamos modelo de economia circular, com recuperação de resíduos e ampliação de hortas e jardins urbanos”, aponta o prefeito Topázio Neto. 

Coleta Seletiva Flex

Com a pretensão de até 2030 recuperar 90% dos orgânicos e 60% dos recicláveis secos que ainda hoje vão parar no aterro sanitário, a Prefeitura de Florianópolis desenvolve a coleta seletiva flex. O projeto coleta, com auxílio de um caminhão satélite, materiais orgânicos diretamente em condomínios e comércios da Capital. 

Os prédios ou estabelecimentos cadastrados dispõem os resíduos em contentores modelo europeu, de 120 litros, na cor marrom. Os usuários são responsáveis por dispor os resíduos no equipamento. Duas vezes na semana, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realiza a coleta dos orgânicos e encaminha para tratamento no Centro de Valorização de Resíduos (CVR), no bairro Itacorubi. 

A gerente de Planejamento da Superintendência de Gestão de Resíduos da Smmads, Daiana Bastezini, destaca que a população abraçou a ideia e que apenas no bairro Itacorubi, com as Coletas Flex de Orgânicos e Vidro, em condomínios e comércios e a coleta seletiva de secos, a redução do envio de resíduos ao aterro sanitário já passa de 30%.

Compostagem nas escolas

Neste ano, a Prefeitura realizou a implantação das primeiras composteiras em 35 unidades de ensino da rede pública municipal. Os sistemas de compostagem em caixas d’água têm capacidade de tratamento de 350 quilos de resíduos por mês. A implantação consiste em uma etapa do Projeto Escola Lixo Zero, sendo esta continuidade da ação de capacitação em gerenciamento de resíduos realizada em 2020. 

Em paralelo, estão sendo produzidos os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) para cada unidade escolar, a fim de orientar os profissionais das unidades para a implantação e operacionalização dos planos. “Os professores, diretores, profissionais de serviços gerais e cozinheiros estão sendo capacitados para garantir que toda a comunidade escolar esteja envolvida. A ação está pautada na hierarquia dos resíduos – não gerar, reduzir, reaproveitar, reciclar, tratar e dispor adequadamente – e, desta forma, busca-se garantir o devido gerenciamento dos resíduos”, pontua Daiana. Em todas as unidades também estão sendo desenvolvidas hortas pedagógicas. 

“Tem um cunho pedagógico, já que a escola possui justamente esse papel de desenvolvimento do cidadão crítico transformador, e os próprios estudantes, sejam crianças ou adolescentes, levam para casa esse exemplo. E dessa forma, toda a organização que existe, desde o individual até o coletivo, acaba se fortalecendo em Florianópolis”, finaliza Daiana.

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