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#MarmitaGate

MPSC acompanha caso de suposto golpe de doações para marmitas em Blumenau

Inquérito Policial apura as suspeitas levantadas nas redes sociais.

• Atualizado

Redação

Por Redação

Foto: Reprodução | Redes Sociais
Foto: Reprodução | Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) recebeu duas representações sobre a suspeita de um suposto projeto social que estaria pedindo doações por meio de PIX para comprar marmita a pessoas necessitadas e, possivelmente, se apropriando das doações.

O caso chegou à Ouvidoria do MPSC, para a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau, no final da tarde de terça-feira (27). As informações e documentos já foram encaminhados à Polícia Civil para sejam incluídos no Inquérito Policial que apura o suposto golpe.

Polícia Civil investiga o caso

A possível fraude no projeto ‘Alimentando Necessidades’, de doação de marmitas a pessoas em vulnerabilidade social, tem ganhado repercussão na internet desde a última semana. Na terça-feira (27), o primeiro Boletim de Ocorrência foi registrado por uma possível vítima que doou R$ 130 ao projeto.

Agora, a Polícia Civil em Blumenau inicia a investigação. O delegado Felipe Orsi, que cuida do caso, afirma que vê indícios de crime, mas ainda não confirma que se trata de estelionato.

Segundo o delegado, devido à repercussão, o caso é prioridade e a delegacia deve pedir apoio a outras delegacias como a DIC (Divisão de Investigação Criminal). Ele também afirma que as investigações abrangem o âmbito de segurança cibernética, que é uma das principais preocupações, pela dificuldade de investigar crimes cometidos na internet.

“Passamos a realizar busca ativa para identificar mais vítimas e verificar a dimensão desse suposto golpe. Um dos indícios de que esse fato é criminoso é que uma das pessoas que arrecadava os valores é supostamente um perfil falso”, afirma Felipe Orsi.

Orsi também afirma que identificou pessoas envolvidas no projeto, que de fato existem, e serão ouvidas pela Polícia. A princípio essas pessoas teriam cometido o crime de estelionato a partir de criação de notícias falsas e fraudes. 

Internautas têm falado sobre o assunto nas redes sociais e a tag #MarmitaGate tem ganhado visibilidade desde a última semana. A equipe do SCC10 segue em tentativas de contato com a fundadora do projeto, Maria Eduarda Poleza, e a coordenadora, Taynara Motta. Até a última atualização desta matéria, não houve resposta.

Entenda o caso da suposta fraude de doações de marmitas

Na última semana, em Blumenau, um projeto de doação de marmitas chamado ‘Alimentando Necessidades’ viralizou na internet após uma das coordenadoras fazer a denúncia de assédio por parte de um doador, que daria R$ 50 em troca de fotos da jovem nua. A grande repercussão, no entanto, veio dias depois, quando internautas perceberam que a fundadora do projeto, Maria Eduarda Poleza, de 19 anos, publicava assuntos polêmicos na rede social e logo depois, com a repercussão, aproveitava para divulgar a iniciativa.

Maria Eduarda Poleza faz publicações na internet sobre a organização junto com a coordenadora, Taynara Motta. Anteriormente, em 2021, elas também coordenavam o grupo ‘Absorvendo Necessidades’, de doação de higiene pessoal para mulheres em situação de pobreza menstrual.

Além do caso de assédio, as jovens fizeram posts virais sobre a ajuda a moradores de rua para vender balas no semáforo e conseguirem dinheiro para alimentação; o relato de uma possível doadora que queria dar carne vencida por ter o “estômago frágil” e a reclamação de doadores por elas terem comprado panelas com o dinheiro do projeto para poderem cozinhar mais.

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