Namorado que matou médica e escondeu corpo em mala é condenado
A decisão ainda cabe recurso, mas representa a pena máxima para esse tipo de crime
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Davi Izaque Martins Silva, de 29 anos, que matou a namorada médica Thallita da Cruz Fernandes e escondeu o corpo em uma mala, em agosto de 2023, foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão. O crime chocou São José do Rio Preto, em São Paulo, e foi julgado nesta quarta-feira (23), em júri popular.
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A condenação veio por homicídio qualificado com crueldade, feminicídio e tentativa de ocultação de cadáver. A decisão ainda cabe recurso, mas representa a pena máxima para esse tipo de crime, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Namorado matou a médica Thallita da Cruz com facadas
Thallita, de 28 anos, foi morta a facadas no próprio apartamento, localizado em um bairro nobre de Rio Preto.
Segundo a Polícia Civil, a motivação teria sido uma discussão por conta do consumo de drogas por parte de Davi. “Foi uma discussão acalorada, mas o casal se entendeu depois, segundo o depoimento dele”, explicou o delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior.
Após o crime, o corpo da médica foi colocado em uma mala e escondido na área de serviço. A polícia acredita que o namorado tinha a intenção de remover o cadáver do local, mas desistiu ao perceber que a mala havia rasgado.
O relacionamento entre Thallita e Davi durou cerca de três anos. Há mais de um ano, os dois moravam juntos. Segundo investigações, Davi dependia financeiramente da médica, e o desejo dela de terminar a relação pode ter sido o estopim do crime.
“Ela perguntou a Davi como ele tinha dinheiro para drogas e bebidas, mas não podia ajudar nas despesas da casa”, revelou o delegado.
O caso foi descoberto depois que uma amiga recebeu uma mensagem suspeita da médica: “Não posso falar. O dia de serviço está muito corrido.” Sabendo que Thallita estava de folga, a amiga chamou a polícia, que precisou acionar um chaveiro para entrar no apartamento.
Lá, encontraram a médica sem vida, com marcas de ferimentos no rosto, e muito sangue no quarto e banheiro.
Horas depois, Davi ainda teve frieza para pegar um carro de aplicativo e seguir até uma hamburgueria. “Cheiro de carne, né?”, disse ao descer, segundo relatou o motorista à polícia.
Thallita trabalhava como plantonista em um posto de saúde em Bady Bassitt. Nas redes sociais, sempre agradecia à família pelo apoio para se formar em Medicina. Agora, sua história se torna símbolo de mais um caso de feminicídio brutal que escancarou os riscos de relações abusivas e da dependência emocional e financeira.
*As informações são do Metrópoles.
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