Corpos achados amarrados em SC são de quatro amigos que estavam desaparecidos
No sábado, a Polícia Militar recebeu a informação sobre a localização de quatro corpos abandonados à beira de uma estrada, em Biguaçu
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Os corpos dos quatro amigos que estavam desaparecidos desde o dia 28 de dezembro foram identificados pela mãe de um deles, Guilherme, em Florianópolis. Eles foram encontrados amarrados em uma vala, em uma área de mata, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, na manhã do último sábado (3).
Três deles eram do sul de Minas Gerais e um, de Araraquara, no interior de São Paulo. Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, também de 28, Guilherme Macedo de Almeida, de 20, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, se mudaram para Santa Catarina em outubro passado em busca de trabalho. Os quatro eram amigos e moravam juntos em São José, na região metropolitana da capital catarinense.
Quatro corpos abandonados à beira de uma estrada
No sábado, a Polícia Militar recebeu a informação sobre a localização de corpos abandonados à beira de uma estrada em Biguaçu. Os policiais foram ao local e encontraram os quatro corpos amarrados e com sinais de violência.
Eles haviam sido enrolados em panos, mas não chegaram a ser enterrados. Segundo a corporação, o local é uma espécie de cemitério clandestino e ponto de desova de vítimas de crimes.
Ainda no fim de semana, o colunista Clayton Ramos informou que a PM divulgou uma nota confirmando as primeiras informações e dando detalhes sobre a ocorrência.
Os quatro amigos foram vistos pela última vez no centro de Florianópolis. Como deixaram o imóvel destrancado e não retornaram, um vizinho acionou a polícia. Eles também deixaram de fazer contato com familiares. O desaparecimento passou a ser investigado pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas.
Imagens de câmeras de monitoramento mostraram os jovens saindo do apartamento, em São José, na noite em que teriam desaparecido
A polícia avalia que eles saíram do apartamento com a intenção de voltar logo, devido ao imóvel estar destrancado e com as janelas abertas, além de ter comida pronta sobre o fogão.
A identificação dos corpos, em estado avançado de decomposição, foi possível por causa da tatuagem de um dos rapazes.
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