Suspeito de feminicídio no interior de Lages é encontrado morto
O caso tomou novos rumos após a confirmação do falecimento do principal suspeito do crime.
• Atualizado
A Polícia Civil de Santa Catarina acompanha os desdobramentos da investigação sobre a morte de Adriana Aparecida dos Santos, de 37 anos, ocorrida no interior de Lages. O caso, tratado inicialmente como feminicídio, tomou novos rumos na manhã desta quarta-feira (24), após a confirmação do falecimento do principal suspeito do crime, que era marido da vítima.
De acordo com as informações apuradas, o crime de feminicídio aconteceu na noite de segunda-feira (22), por volta das 20h. A perícia técnica indicou que a causa da morte de Adriana foi asfixia mecânica por estrangulamento. Logo após o ocorrido, o autor evadiu-se do local. Uma testemunha que chegou à propriedade logo após o fato foi informada pelo filho do casal sobre o ocorrido. Adriana completaria 38 anos no próximo dia 2 de agosto e foi sepultada no município de Capão Alto, região de origem de sua família.
Contatos jurídicos e localização do suspeito
Após a fuga, o homem buscou orientação jurídica com um escritório de advocacia local. Durante o atendimento, ficou alinhado entre a defesa e o cliente que ele se apresentaria formalmente às autoridades policiais nesta quarta-feira para prestar esclarecimentos e responder pelos atos perante a Justiça. A comunicação sobre a intenção de apresentação já havia sido feita à equipe do delegado responsável pelo caso.
No entanto, antes que o procedimento de apresentação à autoridade policial fosse concretizado, o homem tirou a própria vida. O fato ocorreu no período da manhã, interrompendo o cronograma que havia sido estabelecido junto aos seus defensores jurídicos.
Suspeito de feminicídio é encontrado morto; procedimentos legais e encerramento do caso
Com a morte do suspeito, a tramitação jurídica do caso sofre alterações significativas no âmbito do Código de Processo Penal brasileiro. Diante do falecimento do suposto autor de um crime, extingue-se a punibilidade do agente. Isso significa que, embora o inquérito policial sirva para detalhar a materialidade do crime e os fatos que circundam o ocorrido, não haverá a instauração de uma ação penal ou julgamento em tribunal.
A divulgação de detalhes sobre o falecimento do autor é tratada de forma excepcional pelas autoridades e veículos de comunicação devido à natureza pública e ao impacto social do caso de feminicídio, que gerou comoção na comunidade local e nos municípios vizinhos, como Capão Alto. A polícia deve concluir o relatório final do inquérito nos próximos dias para encaminhamento ao Poder Judiciário.
Matéria em colaboração com Edson Varela.
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