Serra Catarinense registra 18ª geada e marca -1,4°C
A geada cobriu gramados, pastagens e as margens de estradas, deixando o campo completamente esbranquiçado
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A Serra Catarinense registrou, na manhã deste domingo (3), um novo episódio de frio intenso, marcando a 18ª geada do ano na região. O fenômeno, típico do outono rigoroso no estado, fez com que os termômetros voltassem a zerar ou registrar índices negativos em diversas localidades, alterando a paisagem de municípios como Urubici e São Joaquim.
De acordo com as medições oficiais, a temperatura mais baixa foi verificada em Urubici, onde os termômetros marcaram -1,4°C nas primeiras horas do dia. Já em São Joaquim, as temperaturas oscilaram próximas a 0°C. O ar gelado, que se intensificou antes do nascer do sol, encontrou condições favoráveis de vento calmo, resultando na formação de gelo sobre a vegetação em áreas de baixada e campos abertos.
Geada na Serra; cenário de inverno em pleno outono
A geada cobriu gramados, pastagens e as margens de estradas, deixando o campo completamente esbranquiçado. O cenário, embora característico da região, chama a atenção pela precocidade e frequência em 2026. Moradores e turistas que circulam pela Serra registraram a camada de gelo sobre a vegetação rasteira, evidenciando o rigor climático que se estabeleceu logo no início de maio.
Especialistas apontam que a combinação de sistemas de alta pressão e a ausência de nuvens durante a madrugada têm sido os principais fatores para a queda brusca nas temperaturas. A vegetação, já adaptada ao ciclo de frio, amanheceu sob a cobertura de gelo visível, transformando os vales em paisagens que remetem ao ápice do inverno.
Estatísticas do frio no ano de 2026
Com os registros deste domingo, a Serra Catarinense atinge marcas estatísticas importantes para o primeiro quadrimestre do ano. Já foram contabilizados 18 episódios de geada e quatro ocorrências de temperaturas negativas em 2026. Os números reforçam a tendência de um ano com frio recorrente, mesmo antes da chegada oficial da estação de inverno.
A frequência do fenômeno impacta diretamente a rotina local e o planejamento agrícola, além de impulsionar o turismo de inverno, que se beneficia da paisagem gelada para atrair visitantes. As autoridades meteorológicas seguem monitorando as massas de ar polar, enquanto a população local se prepara para a continuidade das baixas temperaturas previstas para os próximos dias na região serrana.
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