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ECONOMIA

Inadimplência atinge cerca de 50 mil pessoas em Lages no primeiro semestre de 2026

Mais de 40% da população economicamente ativa de Lages está inadimplente

• Atualizado

Rádio Clube

Por Rádio Clube

Inadimplência atinge cerca de 50 mil pessoas em Lages no primeiro semestre de 2026 | Foto: Fábio Pavan
Inadimplência atinge cerca de 50 mil pessoas em Lages no primeiro semestre de 2026 | Foto: Fábio Pavan

A inadimplência (descumprimento de uma obrigação financeira dentro do prazo de vencimento) atinge aproximadamente 52 mil pessoas em Lages no primeiro semestre de 2026. O número representa cerca de 41% da população economicamente ativa do município, estimada em aproximadamente 135 mil pessoas.

O cenário local acompanha uma realidade observada em todo o país. Segundo dados do SPC Brasil, 74,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes. O número corresponde a 44,62% da população adulta economicamente ativa do Brasil.

Na Região Sul, o índice é de 40,53%, o equivalente a aproximadamente 9,8 milhões de pessoas inadimplentes. De acordo com o diretor-executivo da CDL de Lages, Jhonathan Silva, a situação preocupa porque interfere diretamente no poder de compra dos consumidores e no desempenho do comércio.

“Isso acaba diminuindo a venda a prazo, diminuindo o poder de consumo dos nossos consumidores”, explica.

A faixa etária que concentra o maior número de negativados está entre 30 e 39 anos. A dívida média chega a R$ 5.152,52.

Entre os segmentos que concentram o maior número de dívidas estão o sistema bancário, os serviços de água e energia e o comércio. O setor de comunicação aparece na sequência. Alguns fatores que contribuem para o aumento da inadimplência são os juros elevados, o endividamento das famílias, a perda de renda e a falta de planejamento financeiro.

Inadimplência atinge cerca de 50 mil pessoas; reflexos na economia

Para o comércio, o aumento da inadimplência representa redução nas vendas e menor acesso dos consumidores ao crédito. Com menos dinheiro circulando, o problema também pode gerar impactos na atividade econômica e na geração de empregos.

“Isso diminui a circulação de recursos na economia e dá um reflexo na geração de empregos”, destaca o diretor-executivo da CDL de Lages.

A CDL reforça a preocupação com o cenário e a necessidade de atenção ao planejamento financeiro das famílias, especialmente diante do comprometimento da renda com dívidas e dos custos relacionados aos juros.

Matéria em colaboração com Handerson Souza.

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