Homem é condenado por roubo e sequestro de motorista na Serra de SC
Crime ocorreu em abril de 2026 entre os municípios de Lages e Correia Pinto
• Atualizado
A Juíza da 3ª Vara Criminal da comarca de Lages proferiu a condenação de um homem acusado de sequestrar e roubar uma motorista de aplicativo na Serra Catarinense. A pena fixada foi de 16 anos, nove meses e 25 dias de reclusão em regime inicial fechado. O réu, que se encontra detido desde a data do fato, permanecerá preso no Presídio Regional de Lages.
A decisão judicial refere-se a fatos ocorridos na manhã do dia 10 de abril de 2026. Conforme consta nos autos do processo, o réu e um segundo indivíduo, ainda não identificado, solicitaram uma corrida de transporte privado por aplicativo entre os bairros Universitário e Maria Luíza, no município de Lages.
Dinâmica do crime e deslocamento
Ao alcançar o ponto final do trajeto solicitado, a motorista foi rendida por meio de ameaça exercida com arma de fogo. Os ocupantes obrigaram a condutora a sair da direção e a permanecer no banco traseiro do veículo. Durante a ação, a dupla alegou à vítima que pretendia ir até o município de Correia Pinto para atingir o filho do proprietário de um circo instalado na cidade.
Sob o domínio dos suspeitos, o automóvel seguiu por estradas secundárias do interior da região até o município vizinho. Ao chegarem a Correia Pinto, os indivíduos permaneceram por diversas horas nas imediações do local onde a estrutura do circo se encontrava montada.
Durante todo o período de privação de liberdade, a motorista foi mantida sob ameaça do armamento. Além da retenção do automóvel e da vítima, foram subtraídos R$ 700,00 em espécie que pertenciam à condutora.
Abordagem policial e sentença
A ação teve fim com a intervenção da Polícia Militar por volta das 20h52 do mesmo dia. Antes da aproximação final das guarnições, o segundo suspeito conseguiu fugir do local e não foi localizado. O réu foi abordado no banco dianteiro do veículo, enquanto a motorista permanecia sob custódia no banco traseiro.
O acusado foi preso em flagrante no dia da ocorrência e respondeu ao processo mantido sob prisão preventiva. A sentença proferida de primeira instância comporta interposição de recurso junto aos tribunais superiores.
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