Cotidiano Compartilhar
QUEDA DO SIGILO

Queda do sigilo: Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito do “Dark Horse”

Queda do sigilo do caso Banco Master aponta que o ministro André Mendonça autorizou que Flávio Bolsonaro seja investigado

• Atualizado

Gabriela Ferrarez

Por Gabriela Ferrarez

‘Vamos honrar esse cara’: Flávio Bolsonaro diz que pai colocará faixa presidencial nele em 2027 | Foto: Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
‘Vamos honrar esse cara’: Flávio Bolsonaro diz que pai colocará faixa presidencial nele em 2027 | Foto: Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

A queda do sigilo do inquérito do caso do Banco Master revelou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é investigado pelo financiamento do “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo um despacho incluído na documentação do Master, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As informações são do SBT News. A PF foi autorizada a apurar suspeitas de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção. Ao jornal O Globo, o candidato negou irregularidades e disse que todos os recursos do filme foram privados.

O despacho também mostra que, antes de Mendonça instaurar a investigação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e não se opôs à abertura do procedimento.

Filme “Dark Horse” é alvo de duas investigações da PF

O inquérito para apurar o suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro foi autorizado por Mendonça em 22 de julho de 2026. Ao todo, o financiamento do filme é alvo de duas investigações no STF.

Uma delas investiga o suposto desvio de emendas parlamentares para a produção do filme. Essa investigação resultou em uma operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment.

A segunda investigação apura o papel de Daniel Vorcaro no financiamento da obra. Segundo divulgado pela Revista Piauí no início de setembro, o montante transferido por Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro foi de, no mínimo, cerca de 14 milhões de dólares (R$ 72 milhões), com base em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O valor total era de, pelo menos, 10,6 milhões de dólares (R$ 54,5 milhões hoje), até então, e subiu em mais 1,6 milhão de dólares (R$ 8,2 milhões na cotação atual).

A investigação da relação entre Dark Horse e Vorcaro também apura a participação da empresa Entre Investimentos e Participações, do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Nesta semana, o gabinete de André Mendonça homologou a delação premiada do empresário, que é apontado na investigação como responsável por uma empresa que teria sido utilizada para receber repasses de Vorcaro destinados à produção do filme.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Receba NOTÍCIAS