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JULGAMENTO STF

“Contra fatos não há argumentos”: Nunes Marques se declara impedido de julgar Moraes

Kassio Nunes Marques discursou na tribuna do STF e negou troca de mensagens com Vorcaro e prestação de serviços jurídicos do filho ao Banco Master

• Atualizado

Luciana Pereira

Por Luciana Pereira

Nunes Marques se declara impedido de julgar Moraes. Foto: Reprodução/TV Justiça
Nunes Marques se declara impedido de julgar Moraes. Foto: Reprodução/TV Justiça

Em pronunciamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento de Alexandre de Moraes no Caso Banco Master, o ministro Kassio Nunes Marques anunciou que se sente impedido de votar no julgamento que envolve Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro, em que seu filho, o advogado Kevin Marques, foi citado com menção a pagamentos de R$ 500 mil.

Na tribuna, o magistrado foi direto ao rebater a menção ao seu familiar: “Nunca me utilizei da tribuna para fazer esclarecimentos. Meu filho nunca prestou serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Isso é fato porque o sigilo já foi quebrado. Contra fatos não há argumentos.”

Ele reforçou que sua isenção permanece demonstrada nos autos e lembrou que já votou, inclusive, pela prisão do próprio Vorcaro.

A assessoria de Kevin Marques já havia negado o recebimento de recursos do Banco Master ou a prestação de serviços à instituição, afirmando que a atuação do advogado limitou-se a uma consultoria jurídica mencionada no diálogo.

Preservação das Eleições de 2026 e pedido de impedimento

Nunes Marques também refletiu sobre a exposição que afeta integrantes de cortes superiores, ressaltando que ministros frequentemente sofrem tentativas de aproximação de terceiros e que não há registros de mensagens diretas dele com o ex-controlador do banco.

Ao fundamentar o pedido de impedimento, o ministro destacou a responsabilidade que carrega na condução do Tribunal Superior Eleitoral para garantir o equilíbrio do pleito de 2026. Diante do risco de que a discussão pudesse impactar o cenário político, o magistrado concluiu que não se sentia confortável para participar da deliberação, optando por se afastar do julgamento para preservar a estabilidade da Corte.

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