Laudo Pericial do cão ‘Orelha’ descarta fraturas
Após investigações, a Polícia Científica realizou a exumação do corpo do Cão Orelha
• Atualizado
A Polícia Científica de Santa Catarina concluiu o Laudo Pericial do exame necroscópico do cão comunitário conhecido como Orelha. O caso que ganhou repercussão nacional em janeiro após suspeitas de agressão por um adolescente na Praia Brava, em Florianópolis, ganha agora novos contornos técnicos.
Após investigações, a Polícia Científica realizou a exumação do corpo do Cão Orelha. Segundo os documentos divulgados para Coluna nesta quinta-feira (26), os peritos confirmaram que não foram encontradas fraturas no crânio ou em outros ossos do corpo.
O laudo que a Coluna teve acesso rebate boatos que circularam em redes sociais na época do crime. “Não foi constatado qualquer vestígio que sustente a hipótese de um prego cravado na cabeça do animal”, afirma o documento, explicando que tal ferimento deixaria uma marca circular característica no osso, o que não existia.
Traumatismo Cranioencefálico (TCE) ainda é possível
Embora não existam ossos quebrados, a perícia faz uma ressalva técnica importante. No documento, na penúltima página, consta: “a ausência de fraturas não descarta a ocorrência de agressão ou trauma”, consta.
Segundo o texto pericial, a literatura veterinária indica que a maioria dos traumas cranianos em cães não resulta em quebra de ossos, mas pode levar à morte devido a efeitos secundários, como edema cerebral, inflamação e aumento da pressão intracraniana.
No laudo, consta também que a análise desses tecidos moles (cérebro e vasos sanguíneos) ficou prejudicada, impedindo a confirmação definitiva da causa da morte.
Diagnóstico de doenças pré-existentes
A análise óssea revelou que “Orelha” era um animal idoso e enfrentava diversos problemas de saúde crônicos, que não possuem relação com o incidente de janeiro.
O laudo finaliza respondendo aos quesitos das autoridades de forma técnica: o animal era um macho de pelagem escura, idoso, e que apresentava patologias degenerativas. Devido ao intervalo entre o óbito e a exumação, o exame se limitou à parte óssea, onde não se verificaram lesões por ação humana direta (fraturas), mas mantém-se a viabilidade clínica de que um trauma contundente possa ter ocorrido sem deixar marcas no esqueleto.
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